53 mortos ou desaparecidos em naufrágio ao largo da Líbia
Migrações
Hoje 12:16
— Lusa/AO Online
De acordo com
informações recolhidas pela organização, a embarcação virou-se a norte
de Zuwara, na Líbia, na passada sexta-feira, e apenas duas mulheres
nigerianas foram resgatadas numa operação de salvamento liderada pelas
autoridades líbias. “Uma das sobreviventes
disse ter perdido o marido, enquanto a outra disse ter perdido os seus
dois bebés na tragédia”, avançou a OIM, em comunicado.Este
naufrágio eleva o número de vítimas (mortos e desaparecidos) na rota do
Mediterrâneo Central (a mais perigosa via de migração irregular para a
Europa, que liga o Norte de África, nomeadamente a Líbia, e a Itália ou
Malta) para pelo menos 484 nas primeiras cinco semanas de 2026.Apesar
do número elevado, a OIM acredita que tenham acontecido vários
“naufrágios invisíveis”, ou seja, não registados, devido às condições
meteorológicas extremas e num contexto em que as redes de tráfico de
pessoas continuam a explorar migrantes.Por isso, a agência das Nações Unidas afirma acreditar que existem, na verdade, centenas de mortes que não foram reportadas.De
acordo com relatos de sobreviventes, a embarcação, que transportava
migrantes e refugiados africanos, partiu da cidade de al-Zawiya ao final
do dia 05 de fevereiro e naufragou seis horas depois, após ter começado
a entrar água no barco.“Estes incidentes
repetidos destacam os riscos persistentes e mortais enfrentados pelos
migrantes e refugiados que tentam esta travessia perigosa”, sublinhou a
organização.De acordo com o Projeto Migrantes Desaparecidos, da OIM, mais de 1.300 migrantes desapareceram no Mediterrâneo Central em 2025.A
OIM tem defendido a necessidade de uma cooperação internacional mais
forte e de respostas focadas na proteção para combater as redes
criminosas de tráfico de pessoas que exploram a vulnerabilidade dos
migrantes, juntamente com vias migratórias seguras e regulares para
reduzir os riscos e salvar vidas.