465 pessoas atendidas nos hospitais e centros de saúde

1 de out. de 2017, 17:36 — Lusa/AO Online

O ‘Departament de Salut’ [equivalente regional do ministério da Saúde] fala em 465 feridos “relacionados com as cargas dos corpos policiais durante a jornada do referendo”.“O Serviço de Emergências Médicas (SEM), os centros de cuidados continuados e os hospitais atenderam um total de 465 pessoas. Os dois feridos em estado mais grave estão nos hospitais de Sant Pau e Vall d’Hebron”, informou em comunicado.A mesma nota, publicada no site oficial do Departament de Salut, informa que 216 dos feridos foram atendidos na região de Barcelona, 80 em Girona e 64 em Lleida.Um dos casos mais graves é o de uma pessoa ferida num olho por um projétil de borracha (em forma de bola), que foi operada no hospital de Sant Pau.A meio da tarde os Serviços de Saúde da Catalunha informaram que o número de pessoas feridas nos distúrbios ascendia a 91 pessoas, um número muito inferior ao que o governo regional catalão estava a divulgar nessa altura: 337.Um porta-voz dos Serviços de Saúde catalães confirmou que tinham dado entrada nos hospitais e centros de saúde 337 pessoas, mas que muitas delas tinham sido atendidas por se terem sentido mal ou por problemas ligeiros [tonturas, ataques de ansiedade, indisposições].“Entre estes [337] contam-se 90 feridos e um ferido grave, num olho”, indicou a mesma fonte. A justiça espanhola considerou ilegal o referendo pela independência convocado para hoje pelo governo regional catalão e deu ordem para que a polícia regional fechasse os locais de votação.Face à inação da polícia regional em alguns locais, foram chamadas a Guardia Civil e a Polícia Nacional espanhola. Foram estes corpos de polícia de âmbito nacional que então protagonizaram os maiores momentos de tensão para tentar impedir o referendo.A Guardia Civil e a Polícia Nacional espanhola realizaram cargas policiais e entraram à força em várias assembleias de voto que tinham sido ocupadas por pais, alunos e residentes, numa tentativa de garantir que os locais permaneceriam abertos.Estas forças retiraram pessoas que ocupavam locais de votação, tendo mesmo ocupado o pavilhão desportivo da escola em Girona onde deveria votar o líder da Generalitat, Carles Puigdemont.O presidente catalão acabaria por votar noutro local.