28 mil bilhetes já foram vendidos para a corrida de Fórmula 1 no Algarve
11 de ago. de 2020, 13:02
— Lusa/AO Online
"Esgotámos os primeiros pacotes, com
cerca de 28 mil bilhetes vendidos. Iniciámos a venda com preços a 85
euros e, neste momento, os mais baratos são os de 225 euros", disse
Paulo Pinheiro aos jornalistas.O Autódromo
Internacional do Algarve (AIA) vai acolher o Grande Prémio de Portugal
de Fórmula 1 no fim de semana de 23 a 25 de outubro, enquanto a prova de
MotoGP decorrerá de 20 a 22 de novembro.A
prova do mundial de velocidade deverá contar, "no mínimo, com 50 mil
espetadores, ou no máximo 60 mil, cerca de dois terços da capacidade",
prosseguiu, sendo que a venda de ingressos arranca ainda esta
segunda-feira. "Para o MotoGP, vamos
iniciar hoje a venda de um primeiro ‘stock’ de 5.000 bilhetes. Depois,
em função das regras da Direção-Geral da Saúde, vamos gerindo a venda de
mais ingressos", adiantou o diretor do AIA.No
último fim de semana, foram realizados testes no autódromo com a
presença de público de forma reduzida na prova do Mundial de Superbikes,
antecipando os procedimentos ideais para as outras duas competições."Tivemos
250 espetadores num espaço muito reduzido, para verificarmos os
procedimentos e regras que devemos implementar. Aprendemos muito, em
termos de procedimentos e do modelo que temos de utilizar. Agora vamos
extrapolar esse modelo para todo o circuito", afirmou Paulo Pinheiro.O
diretor do circuito garantiu que a saúde das pessoas "está em primeiro
lugar" e que, se a situação epidemiológica do país piorar, a presença de
público será cancelada."Teremos de
devolver dinheiro às pessoas e não há público na prova. A saúde está em
primeiro lugar, a preocupação é essa. Se a situação permitir, ótimo, é
bom para todos. Se não permitir, é uma pena, mas não teremos
alternativa", frisou.Segundo Paulo
Pinheiro, as obras de renovação da pista, orçadas em 1,5 milhões de
euros, num investimento garantido pelo Turismo de Portugal, vão decorrer
entre 31 de agosto e 09 de setembro. "Uma
máquina trituradora vai arrancar quatro centímetros da camada de
asfalto. Depois, virá uma máquina pavimentadora, com uma mistura de
betume, pedras e uma sílica especial com fibra, que garante a aderência
entre betume e pedras para fazer com que o tapete seja homogéneo. Uma
máquina de laser faz a leitura da altura absoluta, para que não haja
oscilações, e depois tudo tem de ser compactado a uma temperatura de 120
graus para ficar perfeito", explicou o responsável, de forma
pormenorizada.