“2026 será um ano de aprendizagem, um ano de crescimento”

Hoje 11:53 — Arthur Melo

O Rali Terras d’Aboboreira marcou a estreia do Henrique Moniz ao volante do Skoda Fabia Evo Rally2 no Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), alcançando um 12.º à geral  10.º entre os pilotos nacionais. Quais foram as sensações sentidas ao longo desta prova, que foi bastante exigente, já que começou com um grande desafio, que foi abrir os troços?Sim, é verdade, foi um rali difícil, mas já sabíamos que ia ser difícil, ainda para mais tivemos que abrir a estrada. Acabamos por nos divertir e aprender outro tipo de condições. Nunca tinha aberto a estrada num rali e este facto tornou as coisas um bocadinho mais difíceis. No sábado tentamos impor um ritmo forte, mas a realidade é que ainda tenho muito para descobrir no Skoda, tivemos algumas dificuldades em acertar com os pontos de travagem, com a forma de manusear o carro de forma correta, e isso custa-nos muitos segundos. Na parte da tarde já estivemos mais constantes, mas ainda assim temos um longo caminho a percorrer e já sabíamos que este ano de 2026 será assim, um ano de aprendizagem, é um ano de crescimento e é isso que iremos fazer ao longo do ano.As exigências deste rali, não apenas em termos do traçado e das características que os troços apresentam, mas também da vasta lista de inscritos com muita qualidade, foi também um desafio extra?Sim, sem dúvida. As provas aqui no CPR apresentam normalmente sempre uma boa lista de inscritos. Desta vez tivemos aqui o extra de termos alguns pilotos que estão a fazer o WRC2, pilotos muito jovens, com muita qualidade, integrados numa equipa oficial, e obviamente puxa por todos nós. Não tenho dúvidas que todos os pilotos beneficiam desse aumento de ritmo, mas ainda assim, o campeonato nacional está muito forte, basta ver os projetos que nós temos com marcas oficiais, outros projetos privados, mas muito bem montados, a exemplo daqueles que temos com o Rúben Rodrigues, que venceu o rali. Acho que o CPR está de boa saúde, digamos assim.Como é que o Henrique Moniz viu as vitórias, tanto do Rúben Rodrigues à geral para o CPR, como também a vitória do Pedro Câmara nas 2 Rodas Motrizes? Foi um motivo de orgulho ver a bandeira dos Açores no lugar mais alto do pódio?Sem dúvida, estou muito feliz por ambos. Sou bastante amigo do Rúben Rodrigues, estou muito feliz por ele e por toda a equipa dele. Sei que trabalharam muito. O Pedro Câmara andei com ele ao colo, sou muito amigo do pai e também do padrinho, e obviamente estou muito feliz por eles e muito orgulhoso pelo trabalho que eles têm vindo a desenvolver ao longo destes anos. É uma prova que o nosso campeonato e a nossa forma de trabalhar e de estar no desporto, e se calhar também na vida, mostra que é a forma correta. Somos todos pessoas muito trabalhadoras, muito dedicadas e os resultados claramente depois aparecem.Este rali deu para tirar muitos apontamentos, muito trabalho de casa para fazer no entretanto, antes da próxima corrida?Percebemos que temos muito trabalho para fazer, registamos uma grande evolução ao longo do rali na forma de conduzir o carro, experimentamos várias coisas, principalmente na forma que tenho que abordar trajetórias, pontos de travagem, algumas coisas na afinação do carro, mas ainda assim sei que posso evoluir mais, sei que posso ser mais rápido e vamos trabalhar para isso. Daqui a dias vamos fazer um teste com o Skoda em asfalto, a pensar no Rally de Lisboa. Temos que trabalhar! Os outros pilotos já têm muitos anos nesses carros, nesse tipo de viaturas, este é o meu segundo rali, digamos assim, o primeiro a sério, portanto acho que é normal ter essas dores de crescimento.