150 fuzileiros vão ajudar Polícia Marítima durante época balnear
Covid-19
28 de abr. de 2020, 16:06
— Lusa/AO Online
Numa
audição na comissão de Defesa Nacional, no parlamento, sobre a
participação da Marinha no combate à pandemia, o almirante Mendes Calado
afirmou que a Marinha está em contacto com as autarquias para preparar
um ano balnear "peculiar" devido ao surto epidémico.A
Polícia Marítima vai privilegiar "ações de autoridade e menos de
prevenção e segurança", que deverão ficar com os fuzileiros que serão
chamados a ajudar, acrescentou.Normalmente, afirmou, são chamados 80 fuzileiros, mas este ano haverá um reforço de 150 militares.Os
fuzileiros serão "previamente preparados com capacidade de salvamento",
afirmou, garantindo, por outro lado, que não exercerão funções
policiais."Não
haverá fuzileiros a exercer função de coação policial", disse, em
resposta a perguntas dos deputados Paulo Moniz (PSD), Maria da Luz
Rosinha (PS) e João Vasconcelos (BE).Nas
estimativas do chefe da Marinha, serão cerca de 500 os elementos da
Polícia Marítima a fazer a proteção do ano balnear durante o verão.Devido à pandemia, foi admitido pelo Governo que o acesso das pessoas às praias deverá ter condicionantes ou limitações.O
almirante Mendes Calado defendeu uma "campanha de pedagogia" para que
as "pessoas de autodisciplinem" para se "protegerem a si próprias".O
Chefe do Estado-Maior da Armada admitiu que é preciso aumentar o número
de efetivos da PM até aos 700, estando prevista a entrada de 50
militares por ano.Sobre
as medidas restritivas para a época balnear, o almirante Mendes Calado
remeteu-as para mais tarde, mas afirmou que “colocar torniquetes” nas
praias “não parece muito viável”, contrapondo a ideia de que os
portugueses irão “por certo” respeitar “o que vai ser aconselhado” pelas
autoridades.“As pessoas percebem quando está em risco a sua segurança, têm que se proteger a si próprios”, afirmou ainda.Na
primeira fase do combate à pandemia, a contribuição da Marinha para
esse esforço das Forças Armadas, foi ajudar na preparação de centros de
acolhimento, no apoio às autarquias e na ajuda à distribuição de
alimentos aos sem-abrigo, como acontece em Lisboa.Numa
segunda fase, a Armada destacou 20 equipas para ajudar na desinfeção de
escolas “já a partir de hoje”, na previsível reabertura das aulas
presenciais para os alunos dos 11.º e 12.º anos de escolaridade.