Conjuntura

Vítor Bento defende que população deve trabalhar mais tempo


 

Lusa/AO online   Economia   27 de Set de 2012, 16:43

O economista e conselheiro de Estado Vítor Bento defendeu esta quinta-feira que a evolução demográfica é determinante para a evolução económica de um país e que a idade da reforma deve ser estendida para ajudar as gerações "mais entaladas".

"Se a população vive mais tempo, tem de trabalhar mais tempo. É a única forma de ajudarmos a geração dos pais que é a mais entalada", afirmou Vítor Bento na conferência anual do conselho empresarial para o desenvolvimento sustentável-BCSD Portugal, que decorreu esta manhã no Centro de Congressos do Estoril, concelho de Cascais.

O economista, que falou sobre "o contexto socioeconómico dos próximos 20 anos", afirmou que quando se fazem previsões a longo prazo é preciso ter em conta duas variáveis: população e recursos, sendo a primeira "a mais importante".

"A estabilidade da Europa assenta num contrato social intergeracional que está sujeito a tensões cada vez maiores, dadas as alterações demográficas. Boa parte da crise da Europa é resultado dessa tensão", frisou.

Vítor Bento salientou ainda que a realidade do país traduz-se em desafios económicos de longo prazo que precisam de soluções a curto prazo e "esse é o grande problema".

"A única coisa que podemos ter certeza do futuro é que vai continuar cheio de incertezas", concluiu.

A conferência anual do conselho empresarial para o desenvolvimento sustentável-BCSD Portugal tem este ano como tema "Mudar o rumo: o que podem as empresas fazer pela sociedade?" e reuniu, esta manhã, vários empresários para debaterem melhores práticas para um desenvolvimento sustentável.

O encontro teve representantes de 111 empresas associadas à BCSD Portugal e contou com a presença do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e do ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira.


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