Pedrógão Grande

Vítimas temem que incêndios de junho de 2017 se repitam

Vítimas temem que incêndios de junho de 2017 se repitam

 

Lusa/Ao online   Nacional   13 de Out de 2018, 09:41

A presidente da Associação das Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande, Nádia Piazza, disse esta sexta feira que se as mesmas condições que se verificaram nos incêndios de junho de 2017 estivessem hoje reunidas, aquela região voltaria a estar debaixo de fogo.

"Para nós é assustador ver a explosão de vegetação de plantas muito resilientes, como eucaliptos, mimosas e acácia. Essa explosão foi de tal forma, que, passado um ano, estamos com medo, muito medo. Já nos alertaram que se hoje fossem reunidas as condições registadas naquela altura, estava tudo a arder na mesma", afirmou.

Em declarações à margem da conferência internacional "Consumidores e Justiça Ambiental", no Porto, Nádia Piazza disse que continua a não haver um ordenamento florestal no terreno, apesar do esforço das populações na limpeza das matas e na gestão das faixas de combustível.

A presidente da Associação das Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande reconhece que tem havido empenho no sentido de encontrar soluções para a gestão e ordenamento do território, mas essas soluções ainda não estão a ser implementadas no terreno.

Nádia Piazza dá como exemplo a empresa Pública de Desenvolvimento e Gestão Florestal anunciada pelo Ministro da Agricultura, Capoulas Santos, que “ainda não começou a desenvolver o seu trabalho”.

"Quando é que vão começar a fazer o arrendamento dos terrenos? É suposto essa empresa sediada em Figueiró do Vinhos dar o exemplo. Tem que fazer o arrendamento das terras a quem as quiser entregar e das terras devolutas de quem não indicou propriedade. Devia ter sido já. Demoramos muito para dar essa resposta no terreno", defendeu.




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