Vítima de derrocada no Funchal poderá já não estar viva

Vítima de derrocada no Funchal poderá já não estar viva

 

Lusa / AO online   Nacional   22 de Nov de 2007, 17:42

O responsável pelo serviço regional de Protecção Civil, Luís Neri, afirmou ser "praticamente impossível" que a segunda vítima da derrocada, que soterrou dois funcionários da construtora Tâmega na zona dos Socorridos, estar viva.
Adiantou que nas operações foi instalada uma câmara térmica com sonda que conseguiu detectar um foco de calor "que se presume ser da vítima".

Referiu ter sido também chamada uma brigada apoiada por cães para ajudar nos trabalhos, "que podem demorar trinta minutos, um par de horas ou prolongar-se até amanhã".

"Não se pode equacionar a possibilidade de utilizar explosivos ou outros equipamentos para partir a pedra de grandes dimensões, muitas toneladas, sob a qual se presume esteja soterrada a vítima, devido ao facto da escarpa se encontrar muito instável", acrescentou.

Uma derrocada caiu sobre os laboratórios, oficina mecânica da construtora Tâmega, soterrando dois trabalhadores e ferindo ligeiramente um terceiro.

Um cadáver foi já retirado e prossegue as operações para resgatar a segunda vítima.

A grande quantidade de pedras que se desprendeu da escarpa danificou também muitas viaturas estacionadas no parque existente no local.

Afectou ainda a conduta de abastecimento ao Funchal, tendo o presidente da empresa Gestão de Águas, Pimenta de França anunciado ser necessário "construir uma outra alternativa".

"A IGA julga ter água suficiente para 10 dias e durante três semanas a conduta alternativa estará concluída", salientou.

Pimenta de França recusou um cenário de falta de água a várias zonas do Funchal, mas admitiu "alguns constrangimentos" que irão afectar as zonas a leste do Funchal, abaixo do Hospital Central do Funchal, e oeste até os Socorridos, o que inclui grande parte dos hotéis da cidade.

Sustentou que a empresa "vai proceder à recolha de água, desviando de outras condutas que abastecem o Funchal" e apelou à população que evite uma má utilização, designadamente desperdiçando em lavagens de carros, quintais e piscinas.


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