Visita de Cavaco ao Chile termina com economia e poesia de Neruda e Mistral


 

Lusa/AO   Internacional   8 de Nov de 2007, 07:01

O Presidente da República português, Cavaco Silva, termina hoje a sua visita de Estado ao Chile, com o único momento cultural da viagem, a inauguração de uma exposição na casa-museu do poeta chileno Pablo Neruda.
O dia começará, porém, com a economia como tema, com uma intervenção de Cavaco Silva no pequeno-almoço empresarial luso-chileno.

    Com o Presidente viaja uma comitiva empresarial de trinta empresários, de sectores tão diferentes como a banca, as telecomunicações, a maquinaria ou o turismo.

    Em seguida, Cavaco Silva receberá em audiência o presidente do Senado chileno, Eduardo Frei, e o líder do principal partido da oposição (Renovação Nacional), Sebastian Pinera.

    O chefe de Estado oferecerá, depois, um almoço à delegação empresarial, num encontro longe dos olhares da comunicação social, que terá de se deslocar antecipadamente para Isla Negra, a cerca de 120 quilómetros de Santiago do Chile.

    O Presidente, acompanhado pela primeira-dama Maria Cavaco Silva, viajará no final do almoço para a localidade costeira onde se situa a casa-museu de Pablo Neruda, em helicóptero da Força Aérea chilena.

    Na casa de Neruda, o Presidente inaugurará a exposição "Oceano de Culturas", numa iniciativa em que estará acompanhado pela ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima.

    Nesta ocasião, um grupo de universitários chilenos estudantes de língua portuguesa recitarão poesia portuguesa e chilena dedicada ao mar.

    No jantar que lhe foi oferecido pela Presidente do Chile, Michelle Bachelet, na quarta-feira, Cavaco Silva destacou este momento.

    "Não quis que esta ocasião se limitasse a um mero evento protocolar (…) Será um momento para ouvir o Mar em 'chileno' nos poemas dos grandes Pablo Neruda e Gabriela Mistral, e, também, para ouvir o Mar em português", antecipou.

    Com a visita à casa do poeta Pablo Neruda termina a visita oficial de Cavaco Silva ao Chile, que permanecerá no país até sábado para participar na XVII Cimeira Ibero-Americana de chefes de Estado e de Governo.

    Sobre esta reunião, Cavaco Silva deixou também algumas palavras no jantar no Palácio de La Moneda, agradecendo a Bachelet a escolha do tema da inclusão social para a reunião.

    "Lutar pela inclusão será sempre um imperativo ético. Mas, para além disso, é um acto de inteligência. Se não for inclusivo, se não for partilhado, o progresso económico e social arrisca-se a conduzir a tensões que, a prazo, o poderão comprometer", alertou.

    "No mundo globalizado em que vivemos, esquecê-lo será um grave erro estratégico", sublinhou.

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