Vasco Cordeiro diz que proposta do PSD para cortar vencimentos e regalias dos políticos chegam atrasadas

Vasco Cordeiro diz que proposta do PSD para cortar vencimentos e regalias dos políticos chegam atrasadas

 

LUSA / Ao online   Regional   14 de Set de 2012, 12:10

O candidato do PS à presidência do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, considerou hoje que a proposta apresentada pela candidata social-democrata, Berta Cabral, para cortar nos vencimentos e regalias dos titulares de cargos políticos chegou "dois meses" atrasada.

"Eu já dei conta daquilo que julgo que deve ser feito em relação a esta questão da estrutura da nossa administração e da dimensão do Governo Regional em julho", afirmou Vasco Cordeiro, acrescentando que "o que interessa é que os açorianos avaliem as propostas".

Vasco Cordeiro, que falava em Angra do Heroísmo no final de uma reunião com sindicatos, comentava as medidas anunciadas quinta-feira por Berta Cabral, que incluem o corte de 25 por cento no ordenado dos titulares de cargos políticos, incluindo o salário do presidente do Governo, mas também a redução dos membros do executivo regional de 12 para sete e dos deputados regionais de 57 para 39, entre outras medidas.

Nas declarações que hoje prestou aos jornalistas, o candidato socialista recordou que, a 1 de julho, no discurso de encerramento da Convenção 'Um Novo Ciclo para Vencer Novos Desafios', defendeu a redução de, pelo menos, 25 por cento do número de membros do Governo, que deve ter no máximo oito secretarias.

Nesse discurso, Vasco Cordeiro também defendeu uma redução de cerca de 20 por cento no número de chefias e a redução do número de empresas públicas para metade das existentes em 2010.

Relativamente ao encontro que teve hoje com três sindicatos da ilha Terceira, Vasco Cordeiro disse ter ouvido preocupações "quanto às medidas que chegam do Governo da República e que influem decisivamente na capacidade da economia açoriana para ultrapassar o momento que vivemos", reafirmando que a criação de emprego é o "principal desafio com que os Açores são confrontados".

Nesse sentido, defendeu a criação de mais valor acrescentado e de mais rendimento nos setores tradicionais da economia, a reorientação da construção civil e a criação de novos setores, baseados na educação, formação e empreendedorismo.

Vasco Cordeiro reafirmou também a intenção de "manter e reforçar" apoios sociais, como "os complementos regionais de pensão e de abono de família e o apoio à aquisição de medicamentos".


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