União Europeia classifica de “deploráveis” ataques em Nicarágua


 

Lusa/Ao online   Economia   15 de Jul de 2018, 22:31

A União Europeia classificou este domingo como “deploráveis” os recentes ataques contra estudantes e civis na Nicarágua, instando as autoridades do país a “garantir a segurança da população” e a acabar com a violência.

“Os atos de violência contra estudantes e civis na Nicarágua, bem como o atraso na assistência médica de emergência são deploráveis”, afirmou em comunicado a Alta Representante da União Europeia para a Política Externa e Segurança, Federica Mogherini.

A responsável disse esperar que as autoridades daquele país sejam capazes de “garantir a segurança da população e o respeito pelos direitos fundamentais”.

“Toda a violência tem de parar já. Reiteramos o nosso apelo a uma solução pacífica e democrática para a situação no país no âmbito do diálogo nacional”, adiantou Federica Mogherini.

Dois jovens foram mortos no sábado durante um ataque realizado pelas forças pró-governamentais contra uma igreja de Manágua, onde padres católicos tentavam fazer sair dezenas de estudantes que aí se tinham refugiado, na noite de sexta-feira.

Durante aquela operação, dezenas de estudantes saíram da igreja, depois de um processo de mediação levado a cabo pela Igreja católica.

Um grupo de estudantes refugiara-se na igreja da paróquia Divina Misericórdia de Manágua, onde estiveram vigiados por polícias e paramilitares, que pouco antes tinham atacado a universidade.

No local, refugiram-se também jornalistas e outros civis para escapar à repressão das forças a favor do regime.

Os estudantes estavam há várias semanas barricados na sede universitária, ao lado da igreja, a pedir a renúncia do Presidente da Nicarágua, Daniel Ortega.

Os protestos contra o Presidente começaram em meados de abril, devido ao insucesso das reformas da segurança social, com os manifestantes a acusarem também o Daniel Ortega de abusos de abuso de poder e corrupção.

Os manifestantes exigem a saída de Daniel Ortega, no poder há 11 anos, acusado de estabelecer uma ditadura na Nicarágua juntamente com a mulher, Rosario Murillo, vice-presidente.



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