Um terço dos bispos diocesanos serão substituidos nos próximos três anos


 

Lusa   Nacional   15 de Ago de 2010, 14:54

Oito bispos diocesanos portugueses vão apresentar nos próximos três anos a sua resignação ao Vaticano por atingirem o limite de idade estabelecido pelo direito canónico para exercerem funções, cinco desses deixam o cargo já este ano.
Isto significa que um terço de todos os bispos diocesanos portugueses será substituído por outros mais novos.

Manuel Morujão, porta-voz da Conferência Episcopal, explica como se processa esta mudança: “Quando um bispo chega aos 75 anos, segundo o direito canónico, deve pedir a resignação como bispo diocesano ao santo padre. A partir daí inicia-se um processo de substituição organizado pela nunciatura apostólica”.

Fazem-se então consultas para perceber quem será “o bom sucessor” desse bispo que pediu resignação. A consulta é feita junto de pessoas que estão a par da vida da igreja e que organizam lista de possíveis candidatos.

O núncio apostólico envia para o Vaticano a lista – normalmente com três nomes – e o papa escolhe e nomeia o sucessor do bispo que pediu a resignação.

A escolha do papa é feita de acordo com o perfil de cada candidato e das necessidades da respetiva diocese, explicou Manuel Morujão.

“O substituto não é necessariamente alguém que seja próximo do bispo, até porque só três dioceses em Portugal têm bispos auxiliares: a de Braga, a do Porto e a de Lisboa”.

O papa Bento XVI já aceitou a resignação pedida por três bispos que completaram os 75 anos, sendo que um deles já tem um sucessor nomeado.

José Pedreira, da diocese de Viana do Castelo, será hoje substituído por Anacleto Oliveira.

Albino Cleto, da diocese de Coimbra, e António Montes Moreira, bispo diocesano de Bragança-Miranda, esperam agora a nomeação dos seus substitutos.

O próximo bispo a pedir a resignação deverá ser Jacinto Botelho, da diocese de Lamego, quando completar a idade canónica para tal, em setembro deste ano.

Ainda no final deste ano, pedirá a resignação o bispo auxiliar da diocese do Porto João Miranda Teixeira, cujo processo de substituição é exatamente o mesmo.

No próximo ano, sai o bispo da diocese de Lisboa, José da Cruz Policarpo, e o da diocese de Vila Real, Joaquim Gonçalves.

Este é um “caso especial”, como explica o especialista em religião José Eduardo Franco, porque já tem substituto apontado.

“O bispo Joaquim Gonçalves esteve doente e foi operado. Já tinha um bispo coadjutor nomeado para o caso de ele morrer. Mas a operação correu bem e ele voltou às funções. O coadjutor - Amândio José Tomás – continua lá, com direito de sucessão”, afirmou.

Dentro de três anos pedirão para resignar Gilberto Canavarro dos Reis, bispo da diocese de Setúbal, e Januário Torgal Ferreira, da diocese das Forças Armadas e Segurança.


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