Todos os candidatos à liderança do PSD são contra a alteração estatutária aprovada


 

Lusa / AO online   Nacional   14 de Mar de 2010, 17:09

Os quatro candidatos à liderança do PSD manifestaram hoje, à saída do congresso, estar contra a alteração estatutária aprovada que determina a expulsão dos militantes que sejam apoiantes, mandatários ou candidatos contra o partido.

Apesar da divergência de opiniões e ideias para o partido, Pedro Passos Coelho, José Pedro Aguiar-Branco, Paulo Rangel e Castanheira Barros estiveram de acordo quando revelaram estar contra a mudança estatutária aprovada hoje em congresso, e apresentada por Santana Lopes, que determina a expulsão dos militantes que apoiem, sejam mandatários ou protagonizem candidaturas adversárias às apresentadas ou apoiadas pelo PSD.

Para Aguiar-Branco esta não foi uma “posição muito feliz”, acrescentando que apesar de não a considerar “uma lei da rolha, uma asfixia”, não a teria proposto nem a teria votado.

“Não acho que tenha uma carga de condicionamento de livre expressão, a norma foi introduzida visando contribuir para uma maior unidade e para mais respeitabilidade. Mas acho que não é a maneira mais feliz de a fazer”, sustentou o líder da bancada parlamentar social democrata.

Também Paulo Rangel disse que “pessoalmente nunca aprovaria nem proporia uma medida destas”.

Questionado pelos jornalistas se proporia alterar esta medida, o eurodeputado respondeu que “logo se veria”, uma vez que isso implica uma alteração estatutária.

“Não façamos dramatismo”, disse Paulo Rangel, acrescentando que é conhecida a sua “posição sobre liberdade de expressão”.

Pedro Passos Coelho avançou que tem dúvidas se esta é uma medida constitucional, mas sublinhou que não é uma “questão formal mas sim política e substantiva”.

“Constitucional ou não eu preferia que o meu partido não tivesse uma disposição desta natureza”, afirmou, considerando que “as pessoas devem poder divergir se assim o quiserem”.

O candidato referiu que num congresso futuro se poderá aprovar uma disposição em contrário, garantindo que será “subscritor de uma proposta de alteração que vise não penalizar os militantes por delito de opinião”.

Também Castanheira Barros não concorda com esta alteração estatutária, não podendo avançar se é constitucional ou não porque ainda não teve tempo para a analisar.

“Acho que a liberdade de expressão deve ser total em toda e em qualquer circunstância”, concluiu.


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