Técnicos das IPSS em vigília admitem greve prolongada para Maio


 

Lusa / AO online   Regional   24 de Abr de 2010, 13:06

Técnicos superiores de instituições particulares de solidariedade social (IPSS) concentraram-se hoje de manhã em vigília frente à presidência do Governo Regional, em Ponta Delgada, exigindo a equiparação gradual dos seus salários aos praticados na administração pública.

Segundo explicou à Agência Lusa um dirigente do Sindicato da Administração Pública (SINTAP), que promoveu a vigília, trata-se de uma iniciativa que visa sensibilizar a opinião pública para uma luta que envolve cerca de 500 psicólogos, sociólogos e assistentes sociais ao serviços das IPSS e misericórdias e cujos vencimentos correspondem a menos de metade dos valores praticados pela administração regional.

Além disso, mais de metade desses técnicos exercem tarefas atribuídas pelo Instituto de Acção Sociais (IAS), um organismo diretamente dependente do Executivo açoriano, acrescentou Orlando Esteves.

O dirigente do SINTAP advertiu para a possibilidade de uma "greve prolongada" nas IPSS e misericórdias do arquipélago caso não se registem progressos numa reunião agendada para 3 de maio com os dirigentes destas instituições.

"O sindicato admite, desde a primeira hora, uma equiparação gradual de salários", à semelhança do que aconteceu com os educadores de infância, "mas tem de haver um sinal por parte da tutela [Governo Regional] para se negociar", sublinhou Orlando Esteves.

Segundo precisou, o que o SINTAP espera é um "sinal verde" do Governo, caso contrário as IPSS e misericórdias açorianas vão paralisar vários dias em maio.

Trajando de negro, os técnicos superiores da IPSS vão permanecer em vigila frente ao Palácio da Conceição até meio da tarde, distribuindo panfletos à população num espaço onde foram afixados cartazes em que se podem ler frases como "Trocamos César por 300 euros" e "A César o que é de César, aos técnicos o que é dos técnicos".


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