Sessenta e cinco por cento da população rejeita eleições presidenciais ilimitadas


 

Lusa/AO Online   Internacional   3 de Dez de 2008, 14:41

Mais de 65 por cento dos venezuelanos rejeita a hipótese de uma reeleição presidencial ilimitada, posição que subiu 15 por cento face aos 50,7 por cento registados no ano passado, revela uma sondagem hoje divulgada.
 Apesar de ter sido realizada há quase três meses, a sondagem só foi conhecida hoje, um dia depois de o presidente Hugo Chavez ter pedido aos seus apoiantes que estimulem uma modificação da Constituição venezuelana para permitir a reeleição ilimitada e se proclamar candidato às eleições de 2012.

    Apenas 31,1 por cento dos venezuelanos apoia a eleição ilimitada do Chefe de Estado, de acordo com a sondagem efectuada em Setembro passado pela empresa "Ecoanalítica Opinión Publica".

    A amostra revela que quase 20 por cento dos entrevistados que se autodefiniram como "chavistas" afirmaram que rejeitariam uma emenda constitucional que anule a reeleição presidencial por um único período e faculte a contínua, contra 80 por cento que apoiariam a medida.

    Entretanto, Chavez anunciou terça-feira à noite que se propõe como pré-candidato presidencial para as eleições de 2012.

    O artigo 341 da Constituição venezuelana, aprovada pelo seu governo em 2000, determina que a autoridade eleitoral submeta a referendo as emendas ao texto constitucional nos 30 dias seguintes à "recepção formal" da petição, que Chavez solicitou que seja elaborada rapidamente.

    A petição pode ser formulada por 30 por cento dos elementos da Assembleia Nacional, de actual maioria chavista, por 15 por cento dos eleitores ou directamente pelo Chefe de Estado.

    O presidente venezuelano já fez uso desta última opção quando apresentou as suas propostas de alteração da Constituição, que incluía a reeleição presidencial ilimitada e que foi rejeitada em referendo há um ano, com 50,7 por cento de votos.

    "O mais tardar em finais de Fevereiro creio que estaríamos preparados para o referendo para aprovar a emenda" e "iniciar este novo período histórico que vai de 2009 a 2019 para a criação da República Bolivariana Socialista da Venezuela", afirmou Chavez, num discurso proferido terça-feira à noite.

    Hugo Chavez iniciou em 2000 o seu primeiro mandato presidencial e foi reeleito em Dezembro de 2006 para novo período de governação, entre 2007 e 2013.

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