Seleccionados participantes russos para simulação de voo a Marte


 

Lusa / AO online   Internacional   9 de Jan de 2010, 11:57

Peritos do Instituto de Problemas Médico-Biológicos de Moscovo seleccionaram os integrantes russos da tripulação internacional que realizará o simulacro de um voo ao planeta Marte, informou hoje Pavel Morgunov, porta-voz da instituição.

“Já seleccionámos a parte russa da tripulação, faltam apenas os participantes estrangeiros da experiência. A Agência Espacial Europeia já os seleccionou, mas não os apresentaram ainda ao nosso instituto”, declarou Morgunov à agência Ria-Novosti.

Segundo ele, a China poderá enviar também um candidato.

A experiência, que deverá começar no próximo mês de Março, será a última de uma série de simulacros de uma expedição interplametária que se realizam na Terra no quadro do projecto Marte 500.

No ano passado, realizou-se com êxito um teste com a participação de “martenautas” russos e europeus que durou 105 dias. Tratou-se de uma etapa que precedeu outra, a mais importante, a de um “voo” de 520 dias.

O objectivo da experiência consiste em examinar as particularidades da adaptação fisiológica e psicológica dos tripulantes às condições de vida e trabalho em regime autónomo, assim como a interacção entre a tripulação e o centro de comando, o funcionamento de sistemas vitais e de investigação.

No passado dia 30 de Dezembro, Anatoli Perminov, chefe da Agência Espacial da Rússia, declarou que o seu país planeia realizar o primeiro voo a Marte em 2032.

“No programa está fixado o ano de 2032 e iremos cumpri-lo”, disse Perminov.

Segundo ele, os voos a Marte só serão possíveis depois do “homem regressar à Lua”.

Perminov sublinhou que as agências espaciais têm planos diversos: “A Agência Espacial Europeia considera mais útil explorar Marte, os Estados Unidos dão prioridade à Lua e a Rússia, hoje, trabalha mais virada para a Lua do que para Marte”.

O chefe da Agência Espacial da Rússia anunciou também que o seu país irá começar voos pilotados à Lua e Marte depois de 2020, a partir do cosmódromo “Vostotchnii”, no Extremo Oriente russo.


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