Segurança, comércio e ‘Brexit’ marcam agenda de Theresa May na África subsaariana

Segurança, comércio e ‘Brexit’ marcam agenda de Theresa May na África subsaariana

 

Lusa/AO Online   Internacional   27 de Ago de 2018, 17:44

Matérias relacionadas com segurança, comércio e a anunciada saída do Reino Unido da União Europeia (‘Brexit’) vão marcar a agenda do primeiro périplo da primeira-ministra britânica, Theresa May, ao continente africano, que começa, amanhã, terça-feira (28 de agosto) na África do Sul.

A par da África do Sul, Theresa May desloca-se ainda à Nigéria e ao Quénia. Os três países integram a Commonwealth, organização que congrega Estados e territórios que integraram no passado o império colonial britânico, sendo Moçambique uma das exceções a esse critério de adesão.

“Numa altura em que nos preparamos para sair da União Europeia [medida prevista para 29 de março de 2019], chegou o momento de o Reino Unido aprofundar e reforçar as suas parcerias no mundo”, referiu May, citada num comunicado divulgado hoje por Downing Street (gabinete do primeiro-ministro britânico).

“Estou ansiosa para discutir como podemos fazer isso ao lado de África, de forma a contribuir para a realização de investimentos importantes e para a criação de empregos”, reforçou.

Trata-se da primeira visita de um primeiro-ministro britânico à África subsaariana desde 2013 e a primeira deslocação ao território queniano desde a visita em 1988 da então primeira-ministra Margaret Thatcher.

Ao lado das questões económicas e comerciais, a agenda de Theresa May também estará focada na área da segurança.

A primeira-ministra vai “anunciar um apoio adicional para lutar contra a instabilidade em toda a região", segundo Downing Street.

A primeira etapa do périplo africano de May começa na terça-feira na África do Sul, com a política conservadora a proferir na Cidade do Cabo um discurso focado em matérias económicas.

Ainda no território sul-africano, Theresa May terá uma reunião com o Presidente Cyril Ramaphosa e encontros agendados com jovens e empresários daquele país.

Durante a visita, May terá ainda a oportunidade para presentear os sul-africanos com o sino do navio britânico SS Mendi, que naufragou em 1917 no Canal da Mancha com 600 soldados sul-africanos a bordo que partiam para a frente de combate em França.

Desde então, este episódio tornou um símbolo das forças sul-africanas que lutaram ao lado das forças aliadas na Europa.

O sino em questão, que esteve desaparecido, foi encontrado em 2017 em Swanage Pier, uma localidade no sudoeste da Inglaterra, dentro de um saco plástico por um jornalista da estação pública britânica BBC, depois de uma chamada anónima.

Na quarta-feira, na Nigéria, Theresa May vai reunir-se com o Presidente Muhammadu Buhari na capital federal de Abuja. Em Lagos, capital económica do país, a primeira-ministra britânica terá um encontro com vítimas de escravatura.

O périplo prossegue na quinta-feira no Quénia e na agenda de May consta um encontro com o Presidente Uhuru Kenyatta.

Ainda no território queniano, a política conservadora vai visitar as tropas britânicas que estão a ajudar as forças locais no combate contra engenhos explosivos de fabrico artesanal.

Após a decisão de sair da União Europeia, assumida após um referendo em junho de 2016, Londres tem multiplicado contactos diplomáticos para preparar futuros acordos comerciais.

África, China e Estados Unidos estão no foco de interesse do executivo britânico.



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