Secretário de Estado da Educação garante últimos 100 mil manuais entregues até dia 12

Secretário de Estado da Educação garante últimos 100 mil manuais entregues até dia 12

 

Lusa/AO Online   Nacional   6 de Set de 2018, 09:45

O secretário de Estado da Educação, João Costa, garantiu a disponibilização até 12 de setembro dos cerca de 100 mil vales em falta para a aquisição de manuais escolares, garantia de que a Confap desconfia.

Questionado pela Lusa sobre se, depois de na segunda-feira ter sido anunciado que mais de 400 mil alunos já têm os vales para manuais escolares atribuídos através da plataforma MEGA, podia garantir que os restantes seriam entregues a tempo, o governante respondeu positivamente.

"Sim, as situações que temos têm estado a ser acompanhadas pelos serviços do ministério", afirmou João Costa admitindo a existência de "dificuldades de inserção de dados nas escolas ou pelas próprias famílias".

"Todo o nosso Instituto de Gestão Financeira está a acompanhar as escolas que reportam problemas e, progressivamente, os problemas estão a ser resolvidos. São problemas pontuais. Não é falha da plataforma, mas, por vezes, dificuldade de preenchimento na plataforma", adiantou.

O Ministério da Educação disponibiliza manuais escolares gratuitamente a todos os cerca de 500 mil alunos, do 1.º ao 6.º anos, que frequentam estabelecimentos de ensino da rede pública.

O vogal da Confederação das Associações de Pais (Confap) Alberto Santos desconfia das garantias do secretário de Estado, afirmando à Lusa que a entrega "ficará aquém, garantidamente, porque serão bem mais do que 500 mil alunos".

Admitindo não ter "números exatos" de alunos a precisar dos manuais, Alberto Santos baseia as suas dúvidas nos problemas verificado nas candidaturas.

"Todo o sistema tem dado problemas aos pais, às escolas, aos livreiros, e vemos do lado dos pais e encarregados de educação alguma apreensão, pois apesar de terem cumprido a inscrição continuam sem ter 'vouchers' para os manuais a quem têm direito", justificou.

João Costa reconheceu esses problemas, sublinhando que "sempre que se introduz uma mudança requer adaptação e no ano seguinte é sempre mais fácil e nos subsequentes ainda mais fácil é".

Sobre o início do ano escolar, Alberto Santos admitiu apreensão e citou, para além dos manuais, os problemas "não resolvidos desde o final do anterior ano letivo dos professores e dos assistentes operacionais" afirmando, sobre os segundos "que sendo um problema claro, não é tão falado".

Depois de falar para uma plateia cheia de professores e educadores na sessão de encerramento do 3.º Encontro sobre Inovação Tecnológica que hoje terminou na Maia, João Costa elogiou a postura destes numa fase de acesa polémica com o ministério.

"Há, de facto, questões de carreira que estamos a negociar, mas há também um enorme profissionalismo por parte dos nossos docentes e diretores de escolas. Cada momento é um momento e esta boa adesão dos professores não só não me surpreende como testemunha este trabalho que está a ser feito e acontecer por todo o país", concluiu o governante.



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