Política

Saúde será "uma das maiores dores de cabeça" do próximo executivo regional

Saúde será "uma das maiores dores de cabeça" do próximo executivo regional

 

Lusa/AO online   Regional   9 de Ago de 2012, 15:06

A candidata do PSD/Açores à presidência do Governo Regional, Berta Cabral, admitiu que a saúde será "uma das maiores dores de cabeça" do próximo executivo, comprometendo-se a defender os interesses regionais "até às últimas consequências".

"O presidente do Governo Regional já disse que a saúde era o calcanhar de Aquiles. Se é para quem está (no governo), imagine-se a dor de cabeça que não vai ser para quem vai chegar", afirmou Berta Cabral, em declarações aos jornalistas no final de uma visita à Unidade de Cuidados Continuados da Misericórdia de Ponta Delgada.

Relativamente à dívida do setor da saúde, Berta Cabral considerou que o Governo dos Açores "sabe bem que precisa do Governo da República em termos financeiros", frisando que, por essa razão, o presidente do governo regional tem tido "um discurso mais consensualizador do que outros membros do executivo".

"Na minha opinião, só se resolve esta situação sentando à mesa e falando claramente, negociando o que um e outro têm a pagar e a receber", afirmou Berta Cabral, numa referência à dívida que a República reclama da Região, mas também ao que o Serviço Regional de Saúde reclama dos subsetores da saúde a nível nacional.

A candidata social-democrata assegurou que, caso venha a assumir a presidência do Governo dos Açores, vai defender os interesses da região "em qualquer circunstância" e qualquer que seja o Governo da República.

"Quando tiver razão para falar mal, falo mal e quando tiver razão para falar bem, falo bem. Calada é que não vou ficar", frisou.

Berta Cabral denunciou ainda o que considera ser uma "campanha de contra-informação" lançada pelos seus adversários políticos quando dizem que o PSD pretende cortar apoios sociais se ganhar as eleições regionais de 14 de outubro.

"Quero dizer que o meu compromisso pessoal é de aumentar os apoios sociais e não cortar", afirmou.

No final da visita que hoje realizou à unidade de cuidados continuados, Berta Cabral reafirmou o seu compromisso de "apostar claramente" na criação de novas respostas para esta área nos Açores como forma de reduzir custos na saúde.

"Há falta de resposta a este nível e os doentes acabam por ficar nos hospitais", salientou, acrescentando que "uma cama de hospital custa muito mais à região do que uma cama numa instituição de solidariedade social que se dedique a este tipo de cuidados continuados".


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.