Ambiente

Sarkozy admite imposto sobre o carbono


 

Lusa / AO online   Internacional   25 de Out de 2007, 19:11

O presidente francês Nicolas Sarkozy defendeu  uma reflexão sobre um “imposto sobre o carbono” aplicável aos produtos grandes consumidores de energia fóssil, ao encerrar uma cimeira nacional sobre o ambiente.
Sarkozy falava perante todos os membros do governo, o prémio Nobel da paz 2007, Al Gore, e o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, mostrando assim a sua vontade de dar um carácter solene a este acontecimento.

Comprometeu-se a que “a revisão geral das taxas obrigatórias se debruce sobre a criação de um imposto “clima-energia”, como contrapartida de uma diminuição dos impostos sobre o trabalho, para preservar o poder de compra e a competitividade”.

As organizações não-governamentais (ONG) fizeram da criação deste imposto um critério para medir o malogro ou o êxito desta inédita cimeira, que suscitou grandes expectativas em França.

Esta ideia é rejeitada pelo patronato, sem uma reforma global da fiscalidade.

Sarkozy confirmo a suspensão da cultura comercial de milho geneticamente modificado, “enquanto se aguardam as conclusões de um estudo a conduzir por uma nova instância, que será criada” até ao final do ano.

O presidente pediu ainda ao ministro da Agricultura, Michel Barnier, que “proponha, no prazo de um ano, um plano para reduzir em 50 por cento o uso dos pesticidas, cuja perigosidade é conhecida, se possível dentro dos próximos dez anos”.

Na sua intervenção, Al Gore saudou a cimeira, considerando que constituiu um “formidável passo em frente” na luta contra o aquecimento global.

Gore qualificou Sarkozy como um “grande amigo dos habitantes deste planeta.

Por seu turno, Durão Barroso sublinhou que “a França e a União Europeia trabalham em conjunto para lutar contra as mudanças climáticas”.

Segundo ele, “o grande desafio do século XXI, com que todos estamos confrontados, o aquecimento global, não é impossível de vencer”.
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