Ryanair garante pagar mais do dobro do salário mínimo a tripulantes europeus

Ryanair garante pagar mais do dobro do salário mínimo a tripulantes europeus

 

Lusa/AO Online   Economia   24 de Jul de 2018, 12:21

A Ryanair garantiu pagar “mais do dobro” do salário mínimo aos seus tripulantes de cabine (mais de 40 mil euros anuais), numa lista de “factos” publicada estaterça-feira sobre as condições dadas aos trabalhadores, que se preparam para fazer greve.

Publicando as tabelas salariais de duas categorias dos tripulantes da Irlanda, Espanha, Portugal e Bélgica, a transportadora aérea de baixo custo quis mostrar as condições laborais na véspera de dois dias de greve dos trabalhadores nas bases espanholas, portuguesas e belgas. Em Itália, a paralisação decorre na quarta-feira.

Em Portugal, os salários oscilam entre os cerca de 2.140 e os 2.900 euros mensais brutos, segundo a companhia que na Irlanda paga entre os 2.300 e os 3.800 euros.

A Ryanair garantiu ainda que os tripulantes têm três folgas depois de cinco dias de trabalho, assim como limite legal de 900 horas de voo por ano, formação ou licenças pagas e não pagas “sempre que o desejarem”.

Na lista consta também a garantia de baixas médicas, conforme a norma, os bónus de vendas a bordo mais altos do setor (10%) e contratos de dois anos e oferta de vínculo permanente posteriormente.

“A Ryanair está já empenhada em negociações exaustivas com sindicatos nacionais de tripulantes de cabine pela Europa e já concluiu acordos de reconhecimento de sindicatos” com o IMPACT, do Reino Unido, Ver.di, da Alemanha, e FIT CISL, ANPAC/ANPAV, da Itália, lê-se ainda na informação.

Os sindicatos dos tripulantes de cabine decidiram avançar para a greve para reclamarem a aplicação das leis laborais dos seus países, em vez da irlandesa, assim como o reconhecimento dos representantes sindicais e as mesmas condições para os trabalhadores subcontratados pelas agências Workforce e Crewlink.

No âmbito da greve, a Ryanair decidiu cancelar voos, um número que em Espanha deverá chegar aos 400 e na Bélgica e em Portugal 200.

A companhia estimou que os cancelamentos possam envolver até 50 dos mais de 180 voos diários operados pela Ryanair de e para Portugal (27%).

Numa nota divulgada segunda-feira, em que dava conta da descida em 20% dos seus lucros, no primeiro trimestre fiscal (até 30 junho), para 319 milhões de euros, a Ryanair avisou que as greves “desnecessárias” podem resultar em reduções da operação no inverno (entre outubro e março) e da frota, assim como no número de postos de trabalho.



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