Rui Patrício temeu pela vida e rescindiu com o Sporting por não ter "condições mínimas"

Rui Patrício temeu pela vida e rescindiu com o Sporting por não ter "condições mínimas"

 

Lusa/AO online   Futebol   1 de Jun de 2018, 14:52

O guarda-redes Rui Patrício rescindiu contrato com o Sporting, devido ao clube ter posto em causa a sua “integridade física”, não lhe dando as “condições mínimas” para exercer a sua profissão, e que temeu pela própria vida.

Numa carta de rescisão de 34 páginas que a agência Lusa teve acesso, e que é assinada pelo próprio Rui Patrício, o internacional português enumera e revela vários episódios e mensagens escritas pelo presidente Bruno de Carvalho, a partir de janeiro deste ano, e acrescenta que poderá avançar para um pedido de indemnização por “danos de natureza não patrimonial”, que alegadamente sofreu.

“Fui alvo de violência psicológica e de violência física. Isto não pode deixar de constituir justa casa, para que eu, preservando a minha dignidade pessoal e profissional, me liberte do contrato que me liga ao Sporting”, lê-se na carta.

Rui Patrício conta que após o empate com o Vitória de Setúbal (1-1), em 19 de janeiro, em jogo da I Liga, o Sporting, através do seu presidente, teve uma “conduta de assédio, que visou condicionar, hostilizar e limitar a liberdade” do jogador, não tendo assegurado as “mínimas condições de segurança”, culminando com os acontecimentos na Academia de Alcochete.

“O representante máximo da SAD criticou-me publicamente, ofendeu-me, suspendeu-me, acusou-me, processou-me. Atiçou, diversas vezes, a ira dos adeptos contra mim e contra os meus colegas de equipa, bem sabendo que alguns adeptos, em particular as claques, reagem de forma primária e irracional. Vivi momentos de puro terror, sem que a Sporting SAD tenha revelado qualquer preocupação”, acrescenta.

O guarda-redes considera que a manutenção do seu vínculo ao clube “era insustentável”, depois de Bruno de Carvalho ter colocado em causa o seu profissionalismo, a sua reputação e de ter insinuado que as agressões que aconteceram na Academia tinham sido desencadeadas pelos próprios jogadores.

“É totalmente insustentável a subsistência de relação de trabalho”, conclui.

Rui Patrício, de 30 anos, fez toda a sua formação e carreira profissional no Sporting e tinha contrato com o clube até junho de 2022.

O guarda-redes está atualmente em estágio com a seleção portuguesa, que prepara a participação na fase final do Mundial2018, na Rússia.



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