Romaria leva à estrada cerca de 300 estudantes


 

Luísa Couto   Regional   21 de Mar de 2010, 15:00

Para cerca de 300 estudantes da ilha de São Miguel a manhã de ontem teve de começar mais cedo do que é habitual...
Dois grupos, um que saiu de Rabo de Peixe e outro de Ponta Delgada, fizeram-se à estrada em mais uma romaria escolar na qual podiam participar alunos, pessoal docente e não docente, encarregados de educação, familiares e amigos, numa iniciativa do Serviço Diocesano de Apoio à Pastoral Escolar, através da sua coordenação na ilha de São Miguel, que foi abraçada com grande entusiasmo por vários estabelecimentos de ensino.

Para o diácono António Rocha, que acompanhou um dos grupos, trata-se de uma experiência que faz com que os mais novos possam experienciar e entender aquela manifestação religiosa, tão enraizada na vivência insular, como ainda afirmar a sua fé através da caminhada.

E o facto é que entre a oração e convívio foram-se subtraindo os quilómetros que tinham pela frente, até chegar à igreja dos Remédios da Bretanha. O bom tempo também ajudou, fazendo que muitos nem dessem conta do passar do tempo e da própria distância. Outros, ainda que se assumissem cansados, não se davam por vencidos. “Tenho os pés um pouco doridos, mas não é nada que me impeça de continuar, desabafa uma das adolescentes ao AO, numa paragem feita a escassos quilómetros do destino.

“É só um dia e muitos de nós já estamos exaustos. Por isso, acho que esta é uma boa forma de percebermos as dificuldades que passam os romeiros, que andam uma semana inteira nas estradas”, indica outra jovem.

Pelo meio do rancho, um dos rapazes, por sinal já experimentado nas romarias “a sério”, mostrava o seu fascínio pela experiência que, todos os anos, desde de muito novo, o faz abandonar o conforto do lar e o aconchego da família. “Não sei explicar porquê mas são dias únicos. E o cansaço de um dia desaparece no outro”.

Curva após curva, mais umas quantas avé-marias e os estudantes lá iam palmilhando o basalto, encurtando a distância que os separa da igreja onde teria lugar a eucaristia. E foi quando a imagem da igreja dos Remédios se apresentou no horizonte, que as jovens vozes pareceram ganhar um novo folêgo.

O tom das Avé-Marias como que subia com o aproximar do tempo, o que também fez com que mais habitantes da freguesia se juntassem no adro para dar as boas-vindas aos jovens romeiros. Uma caminhada vivida, pela primeira vez, pelo bispo D. Tomáz Silva Nunes, auxiliar do Patriarcado de Lisboa e presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã, que presidiu à eucarístia. 

Leia esta notícia na íntegra no jornal Açoriano Oriental de Domingo,
Dia 21 de Março de 2010


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