Açoriano Oriental
Congresso/CDS
Rodrigues dos Santos apresenta candidatura sem padrinhos e rejeita desistir

O candidato à liderança do CDS-PP Francisco Rodrigues dos Santos defendeu este sábado que apresenta ao 28.º congresso do partido uma candidatura que "não tem donos, não tem padrinhos" e rejeitou desistir a favor de outro candidato.

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Foto: TIAGO PETINGA/LUSA
Autor: AO Online/ Lusa

"Eu venho apresentar ideias, esta candidatura não tem donos, não tem padrinhos, não é sucessora de ninguém, é uma candidatura que vem acrescentar debate de ideias e, na minha opinião, é a única que representa uma mudança alternativa, serena e tranquila para o CDS", disse o presidente da Juventude Popular (JP).

Francisco Rodrigues dos Santos falava aos jornalistas à chegada ao local onde decorre o 28.º Congresso do CDS-PP, que arrancou hoje e termina no domingo, em Aveiro.

Questionado sobre a possibilidade de desistir da sua candidatura à liderança em favor de outro candidato, o líder da JP foi taxativo: "Desistir? Eu estou aqui para ganhar e para ser presidente do partido, e contar com todos os militantes, depois vai tocar a rebate e o CDS vai renascer mais forte".

Notando que cada candidato à sucessão da atual presidente, Assunção Cristas, "falará por si", Rodrigues dos Santos apontou prefere "falar mais no valor da paz do que propriamente em fazer a guerra".

"Acredito num partido onde haja espírito de solidariedade, de corpo, de entreajuda, por uma razão muito simples: o CDS se continuar em guerras intestinas e em fraturas internas é uma casa que não poderá subsistir", defendeu.

O líder da JP acrescentou que vem "apresentar um serviço ao CDS", mas salientou que será "sempre respeitador da vontade soberana dos delegados".

"E estou confiante, porque acredito que os nossos militantes se reveem neste projeto e que vamos sair vitoriosos, mas a palavra naturalmente será dada a cada um e o voto é secreto por isso será exercido em liberdade", notou, acrescentado que apresentou a sua candidatura "de forma completamente transparente", fiel "aos valores matriciais do CDS e procurando que o partido tenha condições para enfrentar os seus adversários, que estão lá fora, e vencer os seus erros cá dentro".

Francisco Rodrigues dos Santos considerou igualmente que não se teria apresentado a eleições "se acreditasse que era necessário inverter uma espécie de status quo ou de marca identitária do partido".

"Acredito na mudança mas prefiro gradualismo na evolução, não gosto de roturas, não gosto de revoluções, portanto, estou tranquilo e hoje quem vai ganhar é o CDS e Portugal", salientou.

Na ótica do candidato de 31 anos, "o CDS precisa de ganhar uma nova vida, de se reinventar, de se posicionar no seu espetro político, de afirmar-se como único partido líder à direita para conseguir começar a construir a raiz da alternativa ao socialismo e, por outro lado, lançar as bases para uma maioria de direita já nas próximas eleições legislativas".

Assim, continuou, "olhos têm de estar postos no futuro", para aqueles que são os oponentes do partido, "e neste caso temos um bem marcado, o primeiro-ministro, António Costa, e o socialismo".


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