Eleições

Rio com dificuldades em implementar regras de transparência no PSD

Rio com dificuldades em implementar regras de transparência no PSD

 

AO Online/ Lusa   Nacional   7 de Set de 2019, 11:36

O líder do PSD, Rui Rio, admitiu este domingo estar a implementar com "muita dificuldade" regras de rigor e transparência no partido, defendendo que todos os partidos políticos têm "esse dever".

"Nós estamos a implementar cá dentro essas regras, com muita dificuldade, mas estamos a implementar. Eu acho que todos os partidos têm esse dever", disse Rui Rio, no Porto, na apresentação formal do programa do partido às eleições legislativas de 06 de outubro.

O social-democrata, que concorre pelo círculo do Porto em número dois, referiu que os partidos vivem "em larguíssima medida" de dinheiro do Orçamento do Estado, pelo que defende que devia ser "obrigatória" a implementação de regras de rigor e transparência no seu funcionamento.

"O Orçamento do Estado dá dinheiro aos partidos para as campanhas eleitorais e para o funcionamento do dia a dia, e bem. Agora aquilo que não está bem é quando os partidos depois não têm no seu funcionamento a transparência e democraticidade interna que se impõem e que leva a poderem merecer ou não merecer esse dinheiro que os portugueses lhes dão", defendeu.

Rio considera, por isso, que "em lei devem estar normas de rigor e de transparência no funcionamento dos partidos" para que possam "levantar a cabeça e de cabeça erguida" possam receber aquilo que o Orçamento do Estado dá.

A medida faz parte da reforma do sistema político defendida no programa do PSD, que faz ainda a defesa da melhoria da eficácia e celeridade da justiça, nomeadamente no combate à corrupção.

"Temos, como todos sabemos, muita quebra do segredo de justiça. Há muita retórica e corrupção por todo o lado. É esta a ideia que se transmite. A canção dizia: ‘em cada esquina um amigo’. As notícias dizem: em cada esquina, um corrupto", apontou.

"Muito anúncio de investigações, muito barulho em termos daquilo que do ponto de vista criminal vale pouco, mas depois muito poucos julgamentos nos tribunais", acrescentou, ironizando que, normalmente, os julgamentos são feitos "nas tabacarias e quiosques", onde estão as capas dos jornais e na televisão.

Rui Rio referiu ainda a demora da justiça, para lembrar casos mediáticos que ainda aguardam julgamento.

"Quando nós vemos casos como o do BES, o caso PT, Banif, o caso Berardo, o caso Sócrates, o caso Caixa Geral de Depósitos estamos todos à espera que vão efetivamente a tribunal, que é lá que deve ser e não nos jornais", acrescentou.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.