Requalificação da Calheta entregue hoje na Câmara de Ponta Delgada

Requalificação da Calheta entregue hoje na Câmara de Ponta Delgada

 

Lusa/AO online   Regional   6 de Jun de 2018, 17:41

O projeto de requalificação da zona da Calheta de Pêro de Teive, em Ponta Delgada, nos Açores, onde se localizam galerias comerciais inacabadas, é entregue hoje na autarquia, anunciou o vice-presidente Sérgio Ávila.

“Sendo entregue hoje na Câmara Municipal de Ponta Delgada o projeto de arquitetura e especialidade, a obra tem obrigatoriamente que se iniciar até quatro meses após a aprovação do projeto, que inclui a demolição das atuais galerias”, afirmou o vice-presidente do Governo, frisando que "é cumprido um compromisso assumido aquando da organização deste processo".

Sérgio Ávila falava aos jornalistas após ter reunido com o Fundo Discovery, que vai levar a cabo o projeto de requalificação daquela zona nobre da cidade de Ponta Delgada, em São Miguel, onde se localizam galerias comerciais inacabadas localizadas ao lado do Hotel Azor, de cinco estrelas.

Em junho de 2016, o Fundo Discovery apresentou uma solução para as galerias, localizadas na marginal de Ponta Delgada, que previa demolições, a redução de volumetria e a criação de um jardim público.

O Governo Regional dos Açores aprovou, em Conselho de Governo, em janeiro, o decreto regulamentar regional que permite a suspensão parcial do Plano Diretor Municipal para proceder ao arranque das obras, que permitirão a demolição parcial do projeto existente, inacabado há vários anos.

Hoje, o vice-presidente do Governo açoriano sublinhou que "foram cumpridos integralmente" os prazos estabelecidos no âmbito do processo de recuperação da Calheta de Pêro de Teive, acrescentando que "foi possível obter e captar um investidor extremamente credível", que também já concluiu mais dois hotéis, o Hotel Azor, de cinco estrelas, na Calheta Pêro de Teive, e o Hotel SPA das Furnas e ainda "dar execução ao processo do jogo quer seja do Casino, quer seja das máquinas de jogo".

“Amanhã (quinta-feira) faz exatamente 90 dias que foi aprovado pela Câmara Municipal o plano de informação prévia e, portanto, mais uma vez, o Fundo Discovery está a cumprir integralmente os compromissos e os prazos estabelecidos apresentando no tempo que estava definido a concretização final do projeto de arquitetura”, referiu ainda.

Sérgio Ávila destacou que foram também cumpridos outros objetivos definidos, nomeadamente "a redução substancial da volumetria, devolver à cidade uma ligação com o mar e fazer um projeto que devolva o espaço da Calheta à população", garantindo estacionamento e criando mais uma unidade hoteleira.

O representante do Fundo Discovery, Pedro Seabra, adiantou que se trata de "um investimento de 13 milhões de euros".

De acordo com Pedro Seabra, o hotel de quatro estrelas, com 109 quartos e três pisos, deverá abrir no verão de 2020, data em que estará também totalmente concluída a requalificação do espaço com a criação de uma zona verde.

“Estamos a criar um equipamento muito interessante para a cidade. Vamos criar mais postos de trabalho, provavelmente entre 50 a 60, que se juntam aos 200 postos de trabalho que já criamos com os outros hotéis explorados pelo Fundo nos Açores”, explicou, indicando que o novo hotel será uma exploração conjunta com o atual, o Hotel Azor.Y

Segundo o Fundo Discovery, o projeto vai devolver uma área de 3.300 metros quadrados à cidade e à Calheta Pêro de Teive.

Quanto ao hotel, orçado em cerca de 10 milhões de euros, vai dispor de uma área de restauração e piscina interior, além de estacionamento com 175 lugares que serão essencialmente públicos.



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