Conferência dos Presidentes das RUP

Região quer "tratamento específico" caso acabem quotas leiteiras

Região quer "tratamento específico" caso acabem quotas leiteiras

 

Lusa / AO online   Regional   15 de Out de 2009, 15:09

O Governo Regional dos Açores reafirmou esta quinta-feira à Comissão Europeia, em Las Palmas, Canárias, a exigência de um “tratamento específico” caso se concretize o fim do regime das quotas leiteiras, revelou o secretário regional da Presidência, André Bradford.
 “Nós não somos a favor do fim do regime de quotas, mas, se ele acabar, exigimos um tratamento específico que tenha em conta que produzir leite nos Açores não é o mesmo que em qualquer país do continente europeu”, afirmou.

André Bradford falava à Lusa depois de se ter reunido com o comissário europeu Pawel Samecki, no quadro da XV Conferência dos Presidentes das Regiões Ultra-Periféricas, que hoje terminou em Las Palmas, onde representou o presidente do executivo açoriano, Carlos César.

“O peso da produção de leite na economia açoriana é muito superior ao que se verifica nos países do continente europeu. Os Açores têm características de produção que tornam mais grave o impacto da liberalização do mercado”, frisou.

Na reunião que manteve com o comissário europeu, André Bradford abordou também o problema da gestão das águas açorianas, tendo defendido a criação de um Conselho Consultivo das Regiões Ultra-Periféricas, para que o sector das pescas possa ter uma palavra activa na gestão dos recursos existentes.

Relativamente a esta questão, as regiões ultra-periféricas estão de acordo na necessidade de reservar as respectivas zonas económicas exclusivas para as frotas locais, como forma de preservar o sector das pescas.

André Bradford analisou ainda a questão das multas pela emissão de dióxido de carbono (CO2), actualmente aplicadas à aviação, mas que podem vir a ser alargadas aos transportes marítimos.

“Defendemos que os Açores devem ser uma excepção, até porque têm uma situação privilegiada na produção de energias renováveis”, afirmou.

Nessa perspectiva, defendeu que “quem produz menos CO2 deve ser beneficiado nas penalizações”.

O secretário regional da Presidência considerou que a conversa com o comissário europeu foi “muito útil”, até porque Pawel Samecki se mostrou “sensível e conhecedor das questões”, mas reconheceu que esta não é a melhor altura para obter compromissos de Bruxelas.

“Estamos numa fase de transição de uma comissão europeia para outra, é uma fase em que ninguém quer avançar para compromissos”, frisou.

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