Receita total da Altice Portugal sobe 0,4% no 1.º trimestre para 509 ME

Receita total da Altice Portugal sobe 0,4% no 1.º trimestre para 509 ME

 

Lusa/AO Online   Economia   10 de Mai de 2019, 12:06

A receita total da Altice Portugal subiu 0,4% no primeiro trimestre, face a igual período de 2018, para 509 milhões de euros, "impulsionada pelo crescimento de 1,2% do segmento de serviços empresariais".

Nos primeiros três meses deste ano, "a receita total da Altice Portugal atingiu 509 milhões de euros, em termos homólogos mais 0,4%”, refere a dona da Meo, que adianta que, face aos últimos três meses de 2018, "apresentou um decréscimo de 3,3%, motivado pelo efeito de sazonalidade típico" do primeiro trimestre.

De acordo com a operadora de telecomunicações liderada por Alexandre Fonseca, o aumento da receita total no primeiro trimestre do ano foi "impulsionado pelo crescimento de 1,2% do segmento de serviços empresariais e pela estabilização no segmento consumo".

"As receitas dos negócios fixo e móvel cresceram em praticamente todos os segmentos, com destaque para o segmento dos serviços empresariais, que em termos homólogos cresceram 1,2%, impulsionado pelo crescimento das receitas quer no B2B [empresarial], quer no grossista", refere a Altice Portugal.

A dona da Meo afirma que o segmento de consumo "está praticamente estabilizado, -0,2% ‘versus’ o primeiro trimestre de 2018, mesmo apesar das medidas regulatórias desfavoráveis como é o caso do decréscimo das tarifas de terminação, e da autorregulação na subscrição do serviço IP Billing, que afetam todos os segmentos, mas em particular o segmento consumo".

O investimento (Capex) atingiu os 100 milhões de euros no trimestre, contra 105 milhões de euros no período homólogo, "reflexo da aposta da Altice Portugal no país, em particular na expansão da capacidade da rede móvel 4G e na manutenção das políticas comerciais de aquisição de novos clientes".

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) ajustado caiu 1,4% no trimestre, para 206 milhões de euros, "mas apresenta uma melhoria significativa nas tendências da receita e de um movimento de estabilização das margens bruta e comercial verificada ao longo dos últimos trimestres, mas também de um maior controlo e rigor a nível de custos operacionais, mesmo os relacionados com angariação de clientes, de ‘marketing’ e de rede".

No segmento do consumo, apontou o "contínuo crescimento da base de clientes únicos nos últimos seis trimestres, traduzindo-se em 26 mil clientes nos últimos 12 meses e 36 mil nos últimos nos últimos 18 meses".

De acordo com a operadora, "esta evolução foi obviamente potenciada pela estratégia de construção de fibra ótica, registando o segmento consumo 53% da sua base de clientes atual sobre esta tecnologia, após as adições líquidas de 41 mil neste trimestre".

No parque de serviços de televisão, o segmento de consumo contou com um aumento de 14 mil adesões líquidas no trimestre em análise, "após ter capturado cerca de 60% da expansão total do mercado registada em 2018".

No segmento móvel, a base de clientes móvel pós-pagos atingiu três milhões de subscrições, um aumento de 33 mil no trimestre, registando "uma evolução trimestral similar aos períodos anteriores".

A Altice Portugal adianta que a expansão da rede de fibra ótica "contribuiu para o sucesso registado e permitiu a solidificação dos resultados operacionais da empresa". A dona da Meo tem como meta definida a cobertura de 5,3 milhões de lares e empresas em 2020.

No final do trimestre, havia "4,59 milhões de casas passadas com fibra (mais 102 mil)", refere o grupo.

A infraestrutura de rede móvel atingiu a cobertura de 98,6% no 4G (quarta geração) e de 75% no 4G+ em termos populacionais no final de março.


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