Quénia escolhe "Rafiki" sobre amor homossexual para candidatura aos Óscares

Quénia escolhe "Rafiki" sobre amor homossexual para candidatura aos Óscares

 

Lusa/Ao online   Cultura e Social   22 de Set de 2018, 03:20

O filme "Rafiki", da realizadora Wanuri Kahiu, será o candidato do Quénia a uma nomeação para os Óscares, depois de o Supremo Tribunal do país ter levantado a proibição de exibição.

"Rafiki" conta uma história de amor entre duas mulheres e foi censurado no Quénia, onde a homossexualidade é ilegal. No entanto, uma decisão judicial revelada hoje suspendeu a proibição por sete dias, o que permitirá que a obra seja inscrita como candidata a uma nomeação para os Óscares.

Para que possa ser candidato aos prémios norte-americanos, o filme tem de ser exibido em sala no Quénia. Com a decisão judicial, "Rafiki" será mostrado em alguns cinemas do país, entre os dias 23 e 29 deste mês, mas restringido apenas a adultos.

Banido no Quénia, "Rafiki", primeiro filme de Wanuri Kahiu, teve estreia mundial em maio, no festival de cinema de Cannes, e já foi exibido noutros países.

Para o Conselho de Classificação de Filmes, a decisão do tribunal representa "um momento triste e um grande insulto não só para a indústria cinematográfica como para todos os quenianos que apoiam a moralidade".

Na rede social Twitter, a realizadora Wanuri Kahiu mostrou-se emocionada com a decisão: "Estou a chorar! Que alegria! A nossa Constituição é forte! Demos graças à liberdade de expressão! Conseguimos!".

A cerimónia dos Óscares está marcada para 24 de fevereiro. Os nomeados serão conhecidas semanas antes, a 22 de janeiro.

O candidato de Portugal a uma nomeação, para o Óscar de melhor filme estrangeiro, é "Peregrinação", de João Botelho.



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