PSD/Terceira não toma partido sobre candidatos à liderança do partido nos Açores

PSD/Terceira não toma partido sobre candidatos à liderança do partido nos Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   24 de Ago de 2018, 09:11

A Comissão Política da Ilha Terceira do PSD não vai dar apoio a um candidato em específico nas eleições internas do partido nos Açores, adiantou o recém-eleito presidente do órgão, António Ventura.

"Qualquer um dos seus membros tem liberdade para apoiar uma candidatura, mas enquanto órgão administrativo político não apoia. Seria para nós uma violação do direito e da liberdade de ser militante", disse António Ventura, questionado sobre a possibilidade de a CPI apoiar um dos candidatos à liderança do PSD/Açores.

As eleições internas do partido foram agendadas para 29 de setembro, depois de o atual líder, Duarte Freitas, ter anunciado que não se recandidataria devido a falta de "condições pessoais e familiares" para permanecer no cargo.

Na corrida à liderança da estrutura regional social-democrata estão o advogado Pedro Nascimento Cabral e o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande Alexandre Gaudêncio.

António Ventura, antigo deputado regional e atual deputado à Assembleia da República, foi eleito presidente da CPI da Terceira no final de julho, com 73% dos votos, num ato eleitoral com duas listas, que mobilizou 880 militantes.

Numa conferência de imprensa de apresentação da nova Comissão Política de Ilha, em Angra do Heroísmo, o social-democrata disse estar convicto de que será possível reforçar o número de deputados regionais do PSD eleitos pela ilha Terceira, em 2020, sem definir metas.

"Estamos convencidos de que o PSD da ilha Terceira vai aumentar o número de deputados. É este o nosso objetivo. Eu não acredito que os terceirenses continuem a dar ao PS seis deputados em 10", salientou, alegando que o cumprimento das promessas do executivo socialista na ilha "demora em média mais de 10 anos".

Atualmente, dos 10 deputados eleitos pela ilha, seis são do PS, três do PSD e um do CDS-PP.

Para António Ventura, os problemas da ilha Terceira têm-se agudizado, registando-se uma "continuada regressividade económica", o "despovoamento e envelhecimento da população" e sobretudo "a saída de jovens qualificados".

O dirigente social-democrata disse que a ilha tem "potencialidades adormecidas", que podem ser utilizadas como "alavanca para o progresso dos Açores", dando como exemplos a sua posição geográfica, o Porto da Praia da Vitória, a cidade de Angra do Heroísmo, classificada como Património Mundial, a ciência produzida na Universidade dos Açores e a Base das Lajes.

"Aquele espaço [Base das Lajes] não pode continuar a ser um espaço adormecido. Ou os Estados Unidos o utilizam ou nós encontramos outras potencialidades, outras nações que o queiram utilizar. Já passou por cá o presidente da China e o primeiro-ministro da China e tudo isto não acontece sem ser de uma forma intencional", salientou.

António Ventura considerou que a Terceira tem uma "nova oportunidade" nas eleições regionais de 2020, mas deixou para essa altura as propostas social-democratas.

"Agora é tempo de exigir o cumprimento dos compromissos políticos dos governos regional e da República e virá o tempo do PSD submeter aos terceirenses as suas ideias", apontou.



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