PSD/Terceira diz que ilha está “refém” da política de promoção do Governo dos Açores

PSD/Terceira diz que ilha está “refém” da política de promoção do Governo dos Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   17 de Jul de 2019, 20:00

A vice-presidente da Comissão Política do PSD da Terceira, Mónica Seidi, considerou que a ilha continua “refém das políticas de promoção” do Governo Regional e com problemas de acessibilidade face ao resultados apresentados no turismo.

Numa reação aos mais recentes dados do turismo, que indicam uma descida de 6,4% das dormidas na ilha, entre janeiro e maio, apesar de uma recuperação em junho, a dirigente refere que, no período em análise, e face a 2018, “Terceira, Santa Maria e o Corvo foram as três únicas ilhas do arquipélago" a registarem descidas nos números.

Citada numa nota de imprensa do PSD/Açores, Mónica Seidi afirma que estes “não são dados desconhecidos, porquanto a incapacidade do Governo Regional em desenvolver o setor na ilha já é conhecida”.

Para a também deputada no parlamento açoriano, “tarda em inverter-se esta tendência acentuada de quebra de dormidas, que se regista desde o ano passado, apenas com uma ligeira recuperação em maio”.

A social democrata declara que “não será alheio” o número de ligações entre a Terceira e América do Norte, que “neste verão será claramente insuficiente”.

“Para além da ineficácia comprovada na promoção da nossa ilha junto dos mercados internacionais que, como tem defendido o PSD, deve focar-se no turismo de natureza, na cultura e em eventos”, sublinha Mónica Seidi.

A dirigente adianta, com base nos dados do Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA), que na Terceira o alojamento local decresceu 8,3% em maio, “mesmo com a tendência dos primeiros cinco meses do ano”.

A social democrata afirma que já nas unidades hoteleiras tradicionais as dormidas subiram 15,2% em maio, mas depois de descerem 9,7% nos primeiros cinco meses do ano”.

Mónica Seidi aponta que em termos de proveitos totais por ilha, a Terceira surge com uma ligeira descida, de 3%, desde o início do ano até maio”.


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