PSD questiona ajuste direto da Direção Regional de Cultura

PSD questiona ajuste direto da Direção Regional de Cultura

 

Lusa/AO online   Regional   16 de Ago de 2012, 16:41

O PSD/Terceira acusou esta quinta-feira a Direção Regional de Cultura (DRAC) de adjudicar a uma empresa externa a prestação de serviços que "poderia ter realizado", no âmbito da construção da nova Biblioteca Pública de Angra do Heroísmo.

"Importa conhecer o porquê da necessidade de recorrer a uma entidade externa, por um valor desta grandeza, uma vez que a DRAC tem um corpo técnico composto por engenheiros civis, arquitetos e juristas capazes de fazer este trabalho", afirmou António Ventura, presidente da Comissão Política de Ilha do PSD, em declarações aos jornalistas.

António Ventura, que é também vice-presidente do PSD/Açores, salientou que a adjudicação, por ajuste direto, da prestação de serviços de "consultadoria técnica no âmbito do relançamento da empreitada de construção da nova Biblioteca Pública e Arquivo de Angra do Heroísmo" custou 59 mil euros.

"Este é mais um episódio associado a um obra pública que levanta dúvidas e que, comprovadamente, já é um mau exemplo de gestão de dinheiros públicos", frisou o dirigente social-democrata, recordando que, desde o arranque desta obra, em 2009, o projeto inicial sofreu cinco alterações, o que representou "um aumento da despesa de 1,7 milhões de euros".

Contactado pela Lusa, o diretor regional de Cultura, Jorge Bruno, afirmou que a DRAC “não tem competências técnicas” para prestar o serviço em causa, salientando que se trata de uma situação “complexa”, que exige a preparação de diversos dossiers.

Jorge Bruno recordou que o empreiteiro responsável pela construção da nova Biblioteca Pública de Angra do Heroísmo declarou insolvência em fevereiro, tendo o Governo Regional tomado “posse administrativa” da obra.

Atualmente, o projeto está a ser reformulado para se apurar o que já foi concluído, estimando o diretor regional que o concurso público para a conclusão da obra possa ser lançado na primeira quinzena de setembro.

Jorge Bruno frisou que os técnicos da DRAC “não têm experiência em situações desta natureza”, o que levou a direção regional a optar pela contratação de uma empresa de consultadoria na área da engenharia civil.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.