PSD quer responsabilidades na manutenção dos caminhos agrícolas da Terceira

PSD quer responsabilidades na manutenção dos caminhos agrícolas da Terceira

 

Lusa/AO Online   Regional   29 de Ago de 2018, 15:19

O PSD da ilha Terceira exigiu que o governo regional esclareça, "a quem compete a manutenção dos caminhos agrícolas na ilha. Pois o que temos assistido é uma desresponsabilização, quer das câmaras municipais, quer dos serviços afetos ao governo, com claro prejuízo para a atividade agrícola", adiantou Rui Espínola, vice presidente da comissão política local, em comunicado.

Segundo o social democrata, as câmaras municipais da ilha Terceira "recusam-se a assumir a manutenção dos caminhos agrícolas, alegando não ter recursos humanos nem financeiros para tal, o que contraria o estipulado no Decreto Legislativo Regional 39/2008/A de 12 de agosto. E responsabilizam o governo regional, que nada faz sobre a matéria, pois, apesar dos milhões anunciados de investimento em caminhos agrícolas, a verdade é que não se vislumbra a manutenção efetiva dos mesmos".


Rui Espínola dá como exemplo o que se passa no concelho da Praia da Vitória, onde "apesar do assunto já ter sido amplamente discutido, quer em reunião de câmara, quer na assembleia municipal, a autarquia se recusa frontalmente a assumir a manutenção de qualquer caminho da rede agrícola, acabando essa atividade por ser realizada pelas juntas de freguesia que, com parcos recursos humanos e financeiros, fazem um esforço gigantesco para melhorar o acesso às explorações e permitir uma melhoria desta atividade económica. Ora, isto é inadmissível", considera o vice presidente do PSD/Terceira.


No comunicado do partido, Rui Espínola lembra que a atividade agrícola "é um dos pilares basilares da nossa economia, sendo por isso fundamental que se criem condições para que a mesma se desenvolva de forma eficaz e rentável. Percorrer os caminhos agrícolas desta ilha é, atualmente, uma autêntica adversidade para todos os empresários agrícolas, que por imperativo da sua atividade são obrigados a fazê-lo".


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