Assembleia da República

PSD exige cortes na despesa do Estado


 

Lusa/AO online   Economia   17 de Jun de 2010, 18:12

PSD e CDS-PP exigiram hoje cortes na despesa estrutural do Estado e no “desperdício” enquanto PCP e BE criticaram a redução de prestações sociais, com o PS a acusar a direita de ser “a campeã do défice”.
Numa intervenção no Parlamento, o deputado do PS Vítor Baptista disse que o “o PSD e o CDS não têm legitimidade para falar em despesa pública”, e afirmou que Paulo Portas enquanto foi ministro de Estado e da Defesa “não abdicou de dois gabinetes, de dois chefes de gabinete e vários assessores”.

O PSD tinha defendido que faltavam “reformas estruturais” e cortes nos “desperdícios do Estado”, com o deputado social-democrata Paulo Baptista a sublinhar que 30 por cento dos gastos do Serviço Nacional de Saúde, cerca de 4 por cento do PIB, constitui “desperdício”.

Na resposta, o deputado socialista Vítor Baptista frisou que nos últimos 30 anos, o crescimento da despesa pública deveu-se “ao PSD e ao CDS-PP”, que acusou de serem “os campeões da despesa pública”.

“Nos últimos trinta anos, houve um crescimento da despesa de 16,3 pontos percentuais. Os governos do PSD e do CDS são responsáveis por 12 por cento deste valor, o que corresponde a 75 por cento do acréscimo da despesa nacional. E os governos do PS apenas responsáveis por quatro por cento. Bem sei que é incómodo mas é para falar verdade”, declarou.

Para o deputado do PSD Duarte Pacheco, a intervenção de Vítor Baptista não passou de “um número de revista à portuguesa de segunda categoria”, e não merece credibilidade.

Do lado do BE, o deputado José Gusmão considerou que a interpelação parlamentar do CDS-PP serviu para “calar a má consciência” dos democratas cristãos.

“O CDS não só não apresentou nenhuma proposta que impedisse o aumento de impostos dos trabalhadores com rendimentos mais baixos como votou contra a proposta do BE para que os trabalhadores dos dois escalões mais baixos não tivessem que pagar”, afirmou.

Por seu lado, o deputado do PCP Honório Novo criticou o corte nas prestações sociais.

“O Governo aumenta o IVA, o IRS aos portugueses, aumenta os impostos a quem já muito paga e corta nas prestações sociais”, criticou.

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