PSD contra eventual fusão entre a RTP e a LUSA


 

Lusa/AO On Line   Regional   7 de Nov de 2010, 06:45

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, apelou hoje ao Governo para que não faça fusões de serviços e instituições “à pressa e cegamente” e exigiu “respostas inteligentes”, questionando a intenção de fundir a RTP com a Lusa.

“Apesar de o PSD ter insistido sempre muito com a necessidade de se proceder a reformas estruturais e, desde logo, à reforma do Estado, apelamos para que o Governo percorra esse caminho daqui para a frente não à pressa e cegamente, apresentando fusões de serviços e de instituições, muitas das quais vê-se que não foram pensadas”, afirmou Passos Coelho.

Nesse sentido, o presidente social democrata questionou a ideia admitida pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, de eventuais “soluções de agregação” da RTP com a Agência Lusa.

“A Lusa tem acionistas privados, a RTP não tem, qual é o objetivo? O que é que se pretende? Qual é o serviço público que se exige? É este o resultado que queremos ou isto vai acontecer no meio da crise com a justificação de apresentar resultados e de fundir serviços e empresas?”, interrogou.

Passos Coelho falava no encerramento da convenção sindical social democrata, de decorreu hoje em Lisboa, promovida pelos Trabalhadores Social Democratas (TSD).

Para o líder do PSD, “as coisas têm que ser feitas como deve ser e com inteligência”, sendo necessárias “respostas inteligentes, não respostas cegas”.

“Não é preciso preparar durante dois anos essa reforma, mas pode ser preciso mais do que 15 dias para pensar nesses problemas”, sustentou.

Passos Coelho apelou ao Governo para que “faça um trabalho de fundo, sério, que envolva todos aqueles que estão envolvidos nesses processos e que são os primeiros a ter interesse que o seu trabalho tenha mais consequência, seja mais valorizado, seja mais útil e pese menos ao pais”.

“As grandes reformas do Estado não se podem fazer contra as pessoas e contra o próprio Estado, tem que se fazer com as pessoas e com os serviços, mesmo que depois seja preciso decidir e não se agrade a toda a gente”, defendeu.


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