PSD/Açores quer ouvir Governo Regional sobre carga aérea entre Açores e continente

PSD/Açores quer ouvir Governo Regional sobre carga aérea entre Açores e continente

 

Lusa/AO Online   Regional   4 de Jul de 2018, 16:36

Os deputados do PSD/Açores querem ouvir no parlamento regional a responsável pelos Transportes do executivo açoriano sobre o adiamento da operação de transporte aéreo de carga entre os Açores e o continente por parte do consórcio MAIS.

O porta-voz do PSD/Açores para a Economia e Finanças, António Vasco Viveiros, citado numa nota de imprensa hoje divulgada, considera que “persistem muitas dúvidas sobre os motivos que levaram a que o consórcio MAIS adiasse o início da operação".

A entrada em funcionamento nos Açores de um novo avião cargueiro, responsabilidade do consórcio Madeira Air Integrated Solutions (MAIS), foi adiada até, pelo menos, agosto, revelou na terça-feira a entidade.

"O consórcio MAIS acaba de anunciar que a data de 3 de julho, inicialmente referida para o início da operação de carga aérea entre o continente e os Açores, foi adiada em, pelo menos 30 dias, por não ter sido possível, até hoje, encontrar uma solução para os vários constrangimentos operacionais e económicos levantados pelo agente de 'handling' do aeroporto de Ponta Delgada", diz uma nota da empresa.

De acordo com o deputado, estas dúvidas adensam-se com um comunicado do grupo SATA, no qual “ficou evidente o absoluto desrespeito da transportadora aérea regional por um cliente, neste caso o consórcio MAIS, independentemente de quaisquer razões operacionais”.

Na terça-feira, a SATA recusou "quaisquer responsabilidades sobre o adiamento da operação do avião cargueiro do consórcio MAIS" na região, sublinhando que as condições comerciais apresentadas para a prestação dos serviços de 'handling' à operação do avião cargueiro "são semelhantes àquelas que são oferecidas à generalidade dos clientes da SATA Air Açores que operam no aeroporto de Ponta Delgada".

Para o deputado do maior partido da oposição, “nenhuma empresa responsável afasta um cliente com a ligeireza com que, aparentemente, a SATA está a fazer”, sublinhando que “essa postura da companhia aérea revela um profundo desrespeito pelos empresários e pela economia açoriana”.

“Se a faixa horária proposta pelo consórcio MAIS para a operação de transporte de carga entre os Açores e o continente é a que melhor responde aos interesses dos empresários regionais, cabe então à SATA e ao Governo Regional, já que a empresa é detida única e exclusivamente pela região, contribuir ativamente e com zelo para o início desta operação aérea”, defendeu.

António Vasco Viveiros lembrou os “sucessivos fracassos dos concursos para a concessão de serviço público de transporte aéreo de carga”, cuja operação é prometida desde final de 2015, mas que "ainda não foi concretizada nem se sabe quando será".

O parlamentar recorda que a iniciativa do consórcio MAIS, "à margem de quaisquer apoios públicos", ainda que "possa constituir uma solução provisória, por quanto não abrange a totalidade dos Açores, é seguramente, no imediato, uma mais valia para a competitividade de muitas empresas exportadoras, designadamente para os setores de produtos frescos como pescados, entre outros”.



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