PS diz que acusações sobre comissão de inquérito são "totalmente delirantes"

PS diz que acusações sobre comissão de inquérito são "totalmente delirantes"

 

Lusa/AO Online   Regional   8 de Jun de 2010, 18:29

O líder parlamentar do PS na Assembleia Legislativa dos Açores, Hélder Silva, considerou hoje "totalmente delirantes" as acusações feitas pelo PSD sobre os trabalhos da comissão de inquérito à construção dos navios Atlântida e Anticiclone.

Hélder Silva, que falava numa conferência de imprensa na Horta, Faial, manifestou o seu “veemente repúdio” às posições assumidas pelo PSD/Açores, acusando os sociais democratas de “nunca” terem estado interessados em esclarecer a matéria que está na origem da comissão de inquérito.

Para o líder parlamentar do PS/Açores, as críticas feitas hoje pelo PSD demonstram “falta de respeito pelo órgão máximo da autonomia regional”, salientando que os sociais democratas tentaram antecipar as conclusões da comissão numa altura em que os trabalhos ainda vão a meio.

“É totalmente ilegítimo nesta fase tirar quaisquer conclusões definitivas e, muito menos, afirmar que se está a pensar recorrer a instâncias judiciais apenas e só porque as conclusões não serão eventualmente as que o PSD pretendia”, afirmou.

Hélder Silva considerou ainda que o PSD demonstrou “má-fé” ao envolver nesta polémica o líder do PS/Açores, Carlos César, responsabilizando-o pela recusa de algumas pessoas em prestar depoimentos na comissão.

O líder parlamentar do PSD/Açores, António Marinho, e o porta-voz do partido para as questões dos transportes, Jorge Macedo, deram hoje uma conferência de imprensa em Ponta Delgada onde acusaram o PS e o Governo Regional de envolvimento na recusa de Duarte Ponte, ex-secretário regional da Economia, e Duarte Toste, ex-presidente da Atlanticoline, em prestar declarações perante a comissão de inquérito.

Para o PSD/Açores, estas recusas colocam em causa o total esclarecimento do processo de construção dos dois navios, nomeadamente no que se refere a um "acordo de cavalheiros" assumido por três altos quadros dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, que permitiram baixar as propostas desta empresa, alegadamente com o compromisso de serem mais tarde solicitados aditamentos que elevariam o preço para os valores iniciais.

As autoridades regionais, que tinham encomendado os dois navios para o transporte de passageiros entre as ilhas dos Açores, rejeitaram um deles em abril de 2009 por não respeitar os requisitos contratuais e manifestaram mais tarde desinteresse no outro.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.