PS/Açores apreensivo com cumprimento da Lei de Finanças Regionais

 PS/Açores apreensivo com cumprimento da Lei de Finanças Regionais

 

Aonilne/Lusa   Regional   15 de Set de 2011, 08:45

O PS/Açores criticou a “ânsia desmedida e incontrolada” do Governo da República que se traduz no aumento de impostos, manifestando apreensão quanto ao cumprimento da Lei de Finanças Regionais.

“Esta ânsia desmedida e incontrolada de ser mais ‘troikista’ do que a ‘troika’ deixa-nos muito apreensivos sobre qual vai ser o entendimento deste governo em relação à Lei de Finanças Regionais”, afirmou o líder parlamentar do PS/Açores, na abertura das jornadas parlamentares do partido.

Na sua intervenção, Berto Messias frisou que “os Açores não podem ser penalizados e comer pela mesma medida do que a Madeira”, defendendo que “não se pode tratar da mesma maneira quem cumpriu as regras e a consolidação orçamental e quem, por outro lado, deixou 500 milhões de euros escondidos”.

O líder parlamentar do PS/Açores acusou o Governo da República de ser “inimigo das famílias e, sobretudo, da classe média”, frisando que tem aumentado os impostos “muito além do que impõe a ‘troika’”.

Frisou que “já é a própria ‘troika’ a pedir quase por favor para este Governo da República parar de esmagar os portugueses com mais impostos e a dedicar-se um pouco a cortar na despesa”.

As Jornadas Parlamentares do PS/Açores, que decorrem até sexta-feira nas Flores e no Corvo, são subordinadas ao tema Educação como Fator de Coesão, tendo Berto Messias dedicado especial atenção à abertura do ano letivo no arquipélago, que ocorre na segunda-feira.

O líder parlamentar do PS/Açores assegurou que estão reunidas todas as condições para uma abertura sem problemas do ano letivo, criticando o PSD e o CDS/PP por defenderem que “está tudo mal” nos Açores, mas não criticarem idênticos problemas no Continente.

“Não vi uma única palavra de repúdio ou contestação à decisão do Governo da República em fechar este ano quase três centenas de escolas, com base em critérios similares aos adotados nos Açores”, afirmou Berto Messias.


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