PS/Açores acusa PSD de "irresponsável desinformação” sobre subsídio de mobilidade

PS/Açores acusa PSD de "irresponsável desinformação” sobre subsídio de mobilidade

 

Lusa/AO Online   Regional   4 de Set de 2019, 09:38

O PS/Açores acusou o PSD da região de "criar alarmismo" com o "deturpar" de declarações do primeiro-ministro sobre o subsídio de mobilidade, numa "irresponsável desinformação" junto dos açorianos.

"O que o senhor primeiro-ministro sinaliza é um problema que está, de facto, identificado e sobre o qual, naturalmente, é preciso agir e tomar medidas. Há um grupo de trabalho [na Assembleia da República] que está a tratar esta matéria e que em devido tempo apresentará os seus resultados", diz o PS/Açores, em nota enviada à imprensa e assinada pela cabeça-de-lista pela região às legislativas de outubro, Isabel Almeida Rodrigues.

Em causa está uma entrevista dada pelo primeiro-ministro ao Diário de Notícias da Madeira, noticiada hoje pelo Açoriano Oriental, em que Costa define o subsídio social de mobilidade como "absurdo e ruinoso" e defende a transferência da sua gestão do Estado central para as regiões da Madeira e Açores.

O PSD/Açores acusou entretanto António Costa de querer cortar nos reembolsos das passagens aéreas da região para o continente, naquele que diz ser um "ataque inaceitável a um direito conquistado pelo povo açoriano".

Também o PPM declarou em nota repudiar as declarações do chefe do Governo, "a reação meiguinha e obediente de Vasco Cordeiro e a fuga para as galerias subterrâneas de Isabel Almeida".

"O que não se pode fazer é aquilo que o PSD fez hoje, que é criar alarmismo e deturpar completamente as declarações do senhor primeiro-ministro, isso não é informar e não é esclarecer as pessoas", advoga a socialista Isabel Almeida Rodrigues.

E prosseguiu: "Alterar-se-á o que tiver de ser alterado, mas há linhas vermelhas. E a linha vermelha é, naturalmente, não pôr em causa aquilo que foi conquistado até agora pelos açorianos".

Vasco Cordeiro, chefe do executivo regional, defendeu que o atual modelo de acessibilidades aéreas de e para a região trouxe "inegáveis vantagens" ao arquipélago, considerando todavia que o primeiro-ministro "tem razão" ao pedir o "aperfeiçoamento” do mesmo.

"Não pode ser posta em causa a mobilidade aérea dos açorianos e a importância que os transportes aéreos e este modelo têm para a economia da nossa região", sublinhou hoje o governante.

Nos Açores, o modelo de subsídio de mobilidade, proposto em 2011, define que, nas viagens entre a região e o continente, haja reembolso para os residentes no arquipélago no montante entre a diferença do bilhete comprado e valor máximo de 134 euros por viagem de ida e volta.

Para viagens entre os Açores e a Madeira, o montante em causa é de 119 euros.

Antes de este modelo entrar em vigor, não havia reembolsos das viagens e apenas a SATA e a TAP operavam para os Açores, enquanto atualmente também a Ryanair voa regularmente para São Miguel e para a Terceira.

Os CTT são a entidade prestadora do serviço de pagamento do subsídio social de mobilidade aos cidadãos beneficiários, no âmbito dos serviços aéreos entre o continente e a Região Autónoma dos Açores.


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