Protesto em Hong Kong exige que Pequim ilibe os manifestantes de Tiananmen

Protesto em Hong Kong exige que Pequim ilibe os manifestantes de Tiananmen

 

lusa   Internacional   30 de Mai de 2010, 12:43

Centenas de pessoas exigiram hoje em Hong Kong que o Governo chinês ilibe os participantes no movimento pró-democrata da praça de Tiananmen em 1989 que foi fortemente reprimido pelas autoridades.

O Governo chinês mantém a sua tese de que o movimento foi um “tumulto contrarrevolucionário” e a discussão pública sobre a ação dos estudantes é ainda tabu no país, apesar de ser lembrado anualmente nas duas regiões administrativas especiais da China – Hong Kong e Macau – que se regem por um sistema político distinto do do continente.

Apesar das liberdades de Hong Kong e Macau, os ativistas pró-democratas consideram que a polícia da antiga colónia britânica está a tentar restringir as actividades destinadas a assinalar a data.

No sábado, a polícia de Hong Kong prendeu treze ativistas e confiscou a estátua da “Deusa da Democracia” dedicada às vítimas de Tiananmen e que foi instalada nas imediações de um centro comercial, local onde, segundo a polícia, os manifestantes não tinham licença para fazer a instalação.

Hoje, a polícia voltou a confiscar uma versão mais pequena da estátua durante uma manifestação na qual as autoridades policiais não intervieram.

“A perseguição política é uma vergonha”, entoavam os cerca 400 manifestantes antes do início do protesto em direção à sede do Governo e sob uma forte chuva que caía na cidade.

“A mente do Governo de Hong Kong é tacanha”, disse o manifestante Anthony Cheung ao salientar os seus receios relativamente à diminuição da liberdade de expressão na cidade justificada com “o cada vez menor espaço para expressar opiniões”.

A população de Hong Kong tem planeada para sexta feira num parquet da cidade mais uma vigília à luz das velas, assinalando assim o dia do massacre.


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