Trabalho

Professores são o grupo onde mais cresceu o desemprego registado

Professores são o grupo onde mais cresceu o desemprego registado

 

Lusa/AO online   Nacional   15 de Set de 2012, 15:02

Os professores são o grupo profissional onde mais aumentou o número de inscritos nos centros de emprego, segundo o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

As estatísticas mensais do IEFP, divulgadas na sexta-feira à noite, revelam que o número total de inscritos nos centros de emprego chegou aos 673.421 em agosto. Deste número, 14.132 pertencem à categoria “docentes do ensino secundário, superior e profissões similares”, um número que é mais do dobro do que se verificava em agosto do ano passado. Este valor também constitui um aumento muito significativo face a julho, de 38,3 por cento. Ou seja, de julho para agosto inscreveram-se mais quase quatro mil professores em centros de emprego. Esta é a categoria profissional em que o desemprego registado mais cresceu no espaço de um ano, com exceção do grupo “quadros superiores da função pública”, onde o aumento foi de 177,5 por cento. No entanto, esta categoria inclui apenas 111 indivíduos. Para além da categoria “docentes”, também se verificou um aumento substancial no desemprego registado em outra categoria profissional ligada à educação: “profissionais de nível intermédio do ensino”. O ministro da Educação, Nuno Crato, disse recentemente numa entrevista à TVI que o Governo tenciona contratar o número mínimo possível de professores: “Assumo que, dado o enquadramento em que estamos e a própria maneira de funcionar da escola pública, que contrataremos os professores estritamente necessários.” Crato explica a redução na necessidade de professores pela quebra no número de alunos. Segundo o ministro, nos últimos três anos registou-se uma diminuição de 14 por cento no número de estudantes no sistema educativo, o equivalente a menos 200 mil alunos. O secretário-geral da Federação Nacional de Educação contestou esta interpretação: "Portugal tem de fazer um esforço muito grande para melhoria das qualificações dos portugueses, quer ao nível da população adulta quer para investir em ações que visem promover o sucesso de alunos provenientes de contextos socioeconómicos mais desfavorecidos", disse à Lusa João Dias da Silva. O número total de desempregados inscritos nos centros de emprego subiu em agosto 26,3 por cento, para 673.421 pessoas, face ao período homólogo. Em relação a julho, a subida foi de 2,8 por cento, tendo o desemprego subido em todas as regiões do país. Estes dados, divulgados na noite de sexta-feira pelo IEFP, são relativos ao desemprego registado, ou seja, aos desempregados inscritos em centros de emprego. A taxa de desemprego oficial é calculada através de um inquérito do Instituto Nacional de Estatística. No segundo trimestre, a taxa era de 15 por cento da população ativa, o equivalente a 827 mil pessoas. O Governo prevê que este ano a taxa de desemprego atinja os 16 por cento.


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