Educação

Professores manifestam-se em Ponta Delgada contra modelo regional de avaliação


 

Lusa/AO Online   Regional   3 de Dez de 2008, 14:08

Professores da ilha de São Miguel (Açores), que hoje aderiram à greve nacional, manifestaram-se de forma espontânea na cidade de Ponta Delgada contra o modelo de avaliação regional de docentes.
 Num percurso que os levou até à presidência do Governo Regional (Palácio de Sant'Ana), os docentes pretenderam dar "um sinal público do seu descontentamento" em relação a "muitos aspectos da política regional educativa".

    Em declarações à agência Lusa, o presidente do Sindicato dos Professores da Região Açores (SPRA) disse que a manifestação aconteceu de forma "espontânea", reunindo "algumas centenas de professores".

    "Não se trata apenas de uma questão de solidariedade nacional, mas também para dar conta do descontentamento dos professores açorianos perante muitos aspectos do modelo regional de avaliação de docentes", disse Armando Dutra.

    Segundo o dirigente sindical, está em causa um modelo de avaliação subjectivo e que precisa de ser alterado em muitos aspectos, nomeadamente o seu carácter anual, a sobrecarga no horário de trabalho e a observação de aulas.

    Na terça-feira, a secretária açoriana da Educação afirmou que uma eventual adesão de professores do arquipélago à greve nacional de hoje seria por "solidariedade", alegando que a região dispõe de um modelo de avaliação distinto do continente.

    "A greve é nacional e qualquer manifestação cá relaciona-se com uma solidariedade dos docentes açorianos em relação ao continente", adiantou Maria Lina Mendes aos jornalistas, em Ponta Delgada.

    A nova secretária regional do sector, que se reuniu com os sindicatos das ilhas, salientou que o modelo de avaliação de desempenho dos professores e o Estatuto da Carreira Docente são distintos dos do continente.

    Segundo Maria Lina Mendes, o Governo Regional terá, porém, "em consideração os contributos" dos sindicatos e dos conselhos executivos das escolas para o aperfeiçoamento de "alguns aspectos processuais" do modelo de avaliação.

    "Estamos abertos à introdução de algumas medidas de aperfeiçoamento do modelo e os docentes sabem disso", salientou a secretária da Educação.


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