Processo na conserveira Cofaco é “nebuloso” e administração tem de dar a cara

Processo na conserveira Cofaco é “nebuloso” e administração tem de dar a cara

 

Lusa/AO online   Regional   17 de Jan de 2018, 14:44

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, definiu esta quarta-feira como "nebuloso" o processo de despedimentos em curso na conserveira Cofaco, na ilha do Pico, dizendo que a administração da empresa tem de dar a cara e é preciso "responsabilidade".

De manhã, uma centena de trabalhadoras da Cofaco apanharam o barco no Pico rumo à cidade da Horta, na ilha do Faial, realizando um plenário nesta cidade açoriana e tendo à sua espera Arménio Carlos, da CGTP.

Na ocasião, o sindicalista assinalou à agência Lusa a importância da Cofaco, dona da marca Bom Petisco, advertindo que "uma empresa que recebeu dez milhões de fundos comunitários" não pode anunciar o seu encerramento sem contrapartidas.

"A contrapartida é a manutenção do emprego e a necessidade de apostar na indústria conserveira", realçou o secretário-geral da CGTP, que trocou palavras com o presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, e representantes de vários partidos políticos que se encontram na Horta para a sessão plenária da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA).

"Este é o momento para o Governo Regional chamar a administração da empresa", vincou ainda Arménio Carlos.

À porta do parlamento açoriano, a centena de trabalhadoras da Cofaco pedia justiça e o seu emprego de volta, proferindo palavras de ordem como "Cofaco, escuta, os trabalhadores estão em luta".

Vasco Cordeiro dirigiu-se às trabalhadoras depois de receber a moção resultante do plenário e garantiu que dará resposta ao texto que lhe foi entregue minutos antes.

A administração da conserveira anunciou na semana passada que iria avançar com o despedimento coletivo de cerca de 180 trabalhadores que desempenham funções na unidade fabril da vila da Madalena, na ilha do Pico, apesar de manifestar a intenção de construir uma nova fábrica, no mesmo local.

Na sequência da decisão, o presidente do Governo Regional dos Açores lembrou já que o executivo açoriano "não se pode substituir" à conserveira Cofaco, empresa privada.



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