Presidentes das câmaras de Santo Tirso e Barcelos entre os detidos pela PJ

Presidentes das câmaras de Santo Tirso e Barcelos entre os detidos pela PJ

 

Lusa/AO Online   Nacional   29 de Mai de 2019, 11:40

Os presidentes das câmaras de Santo Tirso, Joaquim Couto, e de Barcelos, Miguel Costa Gomes, são os autarcas detidos hoje por corrupção, tráfico de influência e participação económica em negócio, disse à Lusa fonte da Polícia Judiciária (PJ).

Além de Joaquim Couto, 68 anos, e Miguel Costa Gomes, 61 anos, a PJ deteve o presidente Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, Laranja Pontes, 68 anos, e uma empresária.

A fonte da PJ referiu que pelas 11:15 estavam em curso buscas nas câmaras de Santo Tirso (Porto) e de Barcelos (Braga).

Na operação policial realizaram-se mais oito outras buscas, domiciliárias e não domiciliárias, nas zonas do Porto, Santo Tirso, Barcelos e Matosinhos que envolveram dezenas de elementos da Polícia Judiciária - investigadores, peritos informáticos, peritos financeiros e contabilísticos, bem como magistrados judiciais, magistrados do Ministério Público e representantes de ordens profissionais.

A PJ desconhece ainda quando é que os suspeitos vão ser presentes ao juiz de Instrução Criminal para fixar as medidas de coação.

Em comunicado, a Diretoria do Norte da PJ explica que a detenção está relacionada com “negócio no âmbito de contratação pública” e resulta de “inquérito titulado pelo Ministério Público – Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto”.

Em causa está “a prática reiterada de viciação de procedimentos de contratação pública com vista a favorecer pessoas singulares e coletivas, proporcionando vantagens patrimoniais”.

“A investigação, centrada nas autarquias de Santo Tirso, Barcelos e Instituto Português de Oncologia do Porto, apurou a existência de um esquema generalizado, mediante a atuação concertada de autarcas e organismos públicos, de viciação fraudulenta de procedimentos concursais e de ajuste direto com o objetivo de favorecer primacialmente grupos de empresas, contratação de recursos humanos e utilização de meios públicos com vista à satisfação de interesses de natureza particular”, afirma a PJ.

A investigação, adianta a PJ, “vai prosseguir para apuramento de todas as condutas criminosas e da responsabilização dos seus autores”.


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