Presidente do PPM preocupado com saúde de deputado em greve de fome nos Açores


 

Lusa/AO Online   Regional   1 de Mar de 2018, 06:25

O presidente do Partido Popular Monárquico (PPM), Gonçalo da Câmara Pereira, afirmou que está preocupado com a saúde do deputado Paulo Estevão, em greve de fome nos Açores há 10 dias, por solidariedade com crianças do Corvo.

O deputado na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores Paulo Estevão, que se encontra a cumprir a greve de fome em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, avançou com esta iniciativa devido à ausência de cantina ou refeitório na escola do Corvo.

“Esta é uma greve de fome em solidariedade com as crianças do Corvo. Não têm cantina nem refeitório, num problema que pode ser resolvido com cerca de 100 mil euros. Todas as escolas dos Açores têm cantinas e bolsas de estudo menos o Corvo, onde as crianças são discriminadas”, disse à agência Lusa Gonçalo da Câmara Pereira.

Na mais pequena ilha do arquipélago açoriano, o ano letivo arrancou na Escola Mouzinho da Silveira com 42 alunos, que integram turmas entre o primeiro ciclo e o ensino secundário.

O presidente do PPM reuniu hoje com a Isabel Meireles, vice-presidente do PSD, e com a Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, presidida pelo socialista Bacelar de Vasconcelos.

“A vice-presidente do PSD disse que ia fazer todos os esforços para tentar resolver o problema e que estava solidária, enquanto a comissão garante que vão tentar indagar a situação e questionar sobre este problema”, afirmou.

Gonçalo da Câmara Pereira referiu que está preocupado com a saúde do deputado Paulo Estevão.

“Estou preocupado com a sua saúde. A mulher e o filho já o tentaram demover desta greve de fome, mas sem sucesso. Ele está já debilitado”, referiu, acrescentando que tem estado em contacto com o deputado.

O Governo Regional dos Açores passou a contemplar um pagamento às famílias afetadas pela ausência de cozinha e refeitório escolar na ilha menos habitada dos Açores, mas o presidente do PPM diz que não é solução.

“Existem pessoas que não estão em casa todo dia, famílias com dificuldades e a refeição escolar é a garantia que fazem uma refeição completa, com tudo o que necessitam. 37 pais receberam o subsídio e 32 recusaram, quatro dos que receberam acabaram por devolver e apenas um recebeu”, defendeu.



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