Depois das eleições no PSD

Presidente da Distrital de Santarém demitiu-se depois de apoiar Mendes para a liderança do partido


 

Lusa/AO   Nacional   2 de Out de 2007, 08:09

O presidente da Distrital de Santarém do PSD demitiu-se e pediu a convocação de eleições antecipadas numa reunião da comissão política alargada que, segunda-feira à noite, analisou o resultado das eleições para a liderança do partido.
Vasco Cunha, que manifestou o seu apoio a Luís Marques Mendes, o anterior presidente do PSD derrotado sexta-feira em eleições directas por Luís Filipe Menezes, pôs o lugar à disposição perante os mais de 40 elementos que integram a comissão política distrital alargada.

    A última vez que tinha estado perante este órgão, no passado dia 10 de Setembro, Vasco Cunha havia comunicado o seu apoio "pessoal" à candidatura de Luís Marques Mendes.

    Na altura, Vasco Cunha justificou o seu apoio a Mendes com a "contingência actual da vida do partido" e aquilo que entendia ser melhor para o PSD até às eleições legislativas de 2009.

    Vasco Cunha disse à agência Lusa que, de uma forma geral, os membros da comissão política distrital (CPD) alargada aceitaram os seus argumentos, fundamentalmente os de que "há um tempo novo" e é preciso "acertar o passo" com o ciclo eleitoral que se avizinha.

    Frisando que a CPD a que presidia terminava o seu mandato em Outubro de 2008, a um ano de um ciclo eleitoral que inclui as autárquicas, Vasco Cunha disse ainda ter pesado na sua decisão a necessidade de "não confundir o que não é confundível".

    Ou seja, a distrital social-democrata de Santarém não teve qualquer tomada de posição colegial, tendo o seu presidente assumido o apoio ao anterior líder dois meses depois de desencadeado o processo eleitoral interno, não condicionando as escolhas dos restantes dirigentes.

    Vasco Cunha disse que a eleição dos órgãos dirigentes do partido a nível distrital coincidirá com a realização de eleições em seis das 21 concelhias, as que já deveriam ter renovado o mandato mas que não o fizeram devido ao processo eleitoral desencadeado para escolha do novo presidente.

    Vasco Cunha disse à Lusa ter comunicado previamente a sua decisão aos presidentes da Assembleia Distrital, Miguel Relvas, e da comissão distrital de jurisdição, Mário Albuquerque, os quais decidiram acompanhá-lo na demissão.

    Miguel Relvas deverá agora convocar as eleições antecipadas para a distrital e as seis concelhias, o que Vasco Cunha disse dever acontecer antes do final do ano.

    Vasco Cunha adiantou que perante três opções - "ou pedia um voto de confiança à CPD alargada, ou pedia a convocação de uma Assembleia Distrital e aí fazia votar uma moção de confiança ou me demitia" - tomou aquela que o responsabilizava apenas a si.

    Quanto ao seu futuro na bancada parlamentar do PSD, Vasco Cunha disse à Lusa que quer ouvir o que o novo líder do partido tem para dizer aos deputados na reunião que está agendada para quarta-feira.

    "É importante a nova direcção e o novo presidente dizerem o que pretendem fazer, darem algum sinal sobre quem querem a liderar" a bancada parlamentar, disse, sublinhando que este órgão é autónomo "mas tem de haver consonância" de posições.

    A comissão política alargada integra 12 membros da comissão política distrital, 21 presidentes das concelhias, dois representantes da JSD, um dos autarcas, um dos Trabalhadores Sociais-Democratas e sete elementos por inerência.

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