Energia

Preço dos combustíveis agrava défice da balança comercial extracomunitária


 

Lusa/AO online   Economia   8 de Set de 2008, 12:05

O défice da balança comercial com os países fora da União Europeia agravou-se no trimestre que terminou em Julho, sobretudo devido ao aumento de 55,8 por cento no valor das importações de combustíveis e lubrificantes, indicam dados do INE.
De acordo com os dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), "no período de Maio a Julho de 2008, as exportações aumentaram 16,2 por cento e as importações 29,3 por cento, comparando com o período homólogo do ano anterior, o que determinou um agravamento do défice da balança comercial extracomunitária".

    Esta situação, acrescenta o INE, deveu-se "sobretudo ao comportamento da categoria de 'Combustíveis e lubrificantes'", onde a factura passou de 1.528 milhões de euros de Maio a Julho de 2007 para os 2.381 milhões no mesmo período deste ano.

    O INE assinala que “no período em análise, os combustíveis e lubrificantes corresponderam a 15,5 por cento do total das exportações e 50,4 por cento das importações, em grande parte devido ao efeito preço”.

    A componente 'Combustíveis e lubrificantes' no trimestre terminado em Julho também agravou em 2,7 pontos percentuais a taxa de cobertura das importações pelas exportações, que baixou para 57,9 por cento face aos 64,5 por cento verificados no período homólogo de 2007.

    Ou seja, sem contabilizar a componente "Combustíveis e lubrificantes", as exportações cresceriam 13,3 por cento (2.315 milhões de euros contra os 2.043 milhões verificados em 2007) e as importações 10,3 por cento (2.346 milhões de euros contra 2127 milhões de euros em 2007), e Portugal teria uma taxa de cobertura não de 57,9 por cento mas de 98,7 por cento.

    “Estes valores reforçam a importância deste tipo de produtos [combustíveis e lubrificantes] no comércio extracomunitário e o seu impacto no saldo da balança comercial com os países terceiros e, consequentemente, na taxa de cobertura”, indica o mesmo documento.

    Além dos "Combustíveis e lubrificantes", as maiores subidas na importações registaram-se na categoria "Máquinas e outros bens de capital" (33,7 por cento) e "Produtos alimentares e bebidas" (27,5 por cento).

    Já nas exportações, os maiores aumentos verificaram-se no "Material de transporte e acessórios" (43,4 por cento), "Combustíveis e lubrificantes" (34,9 por cento) e nos "Fornecimentos industriais" (33,1 por cento).

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.