Praia de Santo Amaro de Oeiras é a primeira em Portugal com drone salva-vidas

Praia de Santo Amaro de Oeiras é a primeira em Portugal com drone salva-vidas

 

Lusa/AO Online   Nacional   20 de Ago de 2018, 14:48

A praia de Santo Amaro de Oeiras dispõe, a partir desta segunda-feira, de um drone de salvamento capaz de socorrer até quatro pessoas, resultado de uma iniciativa dos Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos apoiada pela Câmara.

O drone estará em permanência na praia de Santo Amaro de Oeiras, no distrito de Lisboa, fazendo desta a primeira praia do país que dispõe de um drone de salvamento, com uma boia insuflável com capacidade para socorrer até quatro pessoas em simultâneo e que “alia tecnologia à segurança das pessoas”.

Na apresentação do drone à imprensa, o presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, destacou a importância da “rapidez no socorro” às vítimas que o equipamento permite.

“Pelo que nos foi dado a observar, julgo que em apenas 40 segundos é possível colocar a boia junto da vítima. É um investimento que vale a pena”, afirmou.

A aquisição do drone salva-vidas representou um investimento de cerca de cinco mil euros para o município que, numa segunda fase, espera poder empenhar o equipamento fora da época balnear, na segurança dos cidadãos do concelho.

De acordo com o comandante dos Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos, Ricardo Ribeiro, cada salvamento no mar terá um custo de cerca de 20 euros, passando o drone a integrar o plano de segurança, já existente, da praia.

“O drone permite atingir velocidades de cerca de 55 quilómetros por hora e suporta ventos até cerca de 30 quilómetros por hora, com capacidade para transportar objetos até sete quilogramas. A boia insuflável [que apoia o salvamento] enche-se automaticamente quando toca na água”, explicou o responsável da corporação.

A utilização do drone será simultânea à ação do nadador-salvador e das embarcações de socorro (mota de água e barco) que estão ao serviço das entidades na praia, otimizando as operações de socorro.

De acordo com Ricardo Ribeiro, numa segunda fase do projeto, o drone será munido de uma “câmara térmica” que vai permitir a sua utilização em incêndios urbanos.

“Se tivermos, por exemplo, um incêndio em altura, num prédio, e as vítimas estiverem inacessíveis nos últimos andares, vamos ser capazes de lhes fazer chegar estojos de primeiros socorros, garrafas de águas ou máscaras e comunicar com elas através do drone, que dispõe de um sistema de comunicação”, afirmou o responsável dos bombeiros voluntários.

De acordo com o município, a utilização do drone durante a época balnear faz parte do projeto “Praias – Vigilância e Socorro” e visa promover uma resposta mais rápida e eficaz a ocorrências em que a celeridade da intervenção é fundamental para a diminuição dos riscos a elas associados.



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