Eleições Angola

Portugal deseja que país consolide processo democrático

Portugal deseja que país consolide processo democrático

 

Lusa/AO online   Nacional   28 de Ago de 2012, 08:35

Portugal deseja que Angola "se estabilize cada vez mais e consolide também o processo democrático" com as eleições gerais de sexta-feira, disse em entrevista à Lusa o embaixador de Portugal em Luanda.

João da Câmara, no cargo desde junho passado, acrescentou que as autoridades portuguesas querem que Angola "possa ter uma palavra cada vez maior, ter cada vez mais a dizer sobre o desenvolvimento da África Austral, da África em geral e seja um parceiro de Portugal em todos os ‘fora’ internacionais".

"As eleições são um momento importante para o processo político e o processo de consolidação democrática em Angola. É um processo que começou já há uns anos e que teve depois uma interrupção com a guerra", acentuou.

O escrutínio de sexta-feira é um "complemento" daquele processo e constitui igualmente "um momento importante para o processo de desenvolvimento que Angola encetou também desde a paz e, cada vez que tem as suas lideranças e a sua governação legitimada através de eleições, mais esse processo se consolida".

Relativamente à continuação do relacionamento bilateral, que classificou como "muito bom", João da Câmara salientou que esta ligação "não é fruto simplesmente da conjuntura, mas de uma persistência, de uma vontade de ambas as partes em ter um relacionamento especial, que tem a ver com afetos, com história e cultura, língua".

"Tem a ver também com interesses e foi o enquadramento de tudo isso, numa estratégia comum, que fez com que chegássemos ao relacionamento que temos hoje em dia e que é de facto ímpar, pioneiro das relações entre a Europa e a África e que atingiu um nível muito bom", acrescentou.

Sobre o poder de atração de Angola em Portugal, designadamente a chegada de novos emigrantes e o aumento da presença de empresas, o diplomata acha "natural" que um país "que tem um processo de desenvolvimento tão grande e tão repentino" atraia portugueses.

"As pessoas sentem-se muito bem, em casa, onde se fala a mesma língua e as pessoas têm costumes parecidos com os nossos", adiantou.

Em Angola vivem atualmente cerca de 120 mil portugueses e o mercado angolano é já o mais importante para as empresas portuguesas, fora do espaço da União Europeia.

"Há uma presença portuguesa que significa investimento, apesar de não só. Há muitos portugueses que aqui estão a trabalhar para empresas estrangeiras, empresas angolanas, não só para empresas portuguesas. Mas é evidente que há uma quota-parte importante dos portugueses que trabalham para empresas portuguesas, e isso tem um significado em termos de investimento", concluiu.


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