Portugal 2020 assegura investimento de 1,5 mil ME nos territórios de baixa densidade

Portugal 2020 assegura investimento de 1,5 mil ME nos territórios de baixa densidade

 

Lusa/AO online   Nacional   7 de Fev de 2018, 09:04

O programa de fundos comunitários Portugal 2020 proporcionou já um investimento global de 1,5 mil milhões de euros nos territórios de baixa densidade, disse esta quarta-feira o secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão.

“O essencial deste investimento foi aprovado e executado nestes últimos dois anos, ou seja, em 2016 e 2017”, afirmou o governante Nelson de Souza, indicando que neste âmbito, foi atribuído aos territórios de baixa densidade um apoio de 844 milhões de euros de fundos europeus.

Em declarações à agência Lusa, o secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão disse que “a quota deste apoio às regiões de baixa densidade é de 23%, neste momento, quando o peso destas regiões de baixa densidade no total do emprego assegurado a nível nacional anda à volta dos 20%”.

“Temos aqui um elemento de discriminação positiva das regiões de baixa densidade que queremos, naturalmente, alargar e aumentar com estes instrumentos e com concursos que vamos continuar a abrir exclusivamente dedicados a projetos de investimento”, adiantou o governante.

No âmbito do Portugal 2020, o investimento global de 1,5 mil milhões de euros nos territórios de baixa densidade refere-se aos 1.830 projetos aprovados, informou Nelson de Souza, destacando a criação de postos de trabalho qualificados.

“Dos oito mil postos de trabalho que se propõe os promotores ou investidores criarem ao abrigo deste investimento, um quarto desses trabalhadores são altamente qualificados, ou seja, são trabalhadores licenciados”, avançou o secretário de Estado, referindo ainda que “35% deste investimento vai ser e está a ser realizado em setores tecnologicamente evoluídos”.

Neste sentido, “mesmo que seja em regiões de baixa densidade, o Portugal 2020 não baixa as guardas relativamente àquilo que é o propositivo de qualificar o investimento, qualificar o emprego, de forma a tonar o desenvolvimento de Portugal mais sustentável e mais assente nos recursos humanos, mais assente na qualificação e na inovação”, reforçou o governante, advogando que tal objetivo “não dispensa o contributo de ninguém, de nenhum território, quer seja do litoral, quer seja do interior”.

“Este investimento nos territórios de baixa densidade é, naturalmente, motivado por razões de equidade, de olharmos para os territórios de baixa densidade com este objetivo também de coesão, mas estes são também investimentos que aportam qualidade e aportam inovação ao tecido produtivo português”, frisou Nelson de Souza, avançando que o Governo mantém a “preocupação de continuar a apoiar a sustentabilidade do desenvolvimento destes territórios de baixa densidade, porque um país que seja regional e territorialmente mais equilibrado, além de ser um país mais coeso, é um país mais competitivo”.

No apoio aos territórios de baixa densidade, o Governo vai disponibilizar 12,5 milhões de euros no novo concurso do Sistema de Incentivos ao Empreendedorismo e ao Emprego (SI2E), que será lançado na quinta-feira, destinado “apenas e exclusivamente para os territórios afetados pelos incêndios”, com o objetivo de apoiar a criação de micro e pequenas empresas, anunciou o secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão.



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